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Solteiras, desimpedidas e com uma vida divertida e plena.

Tenho refletido como estamos caminhando aos poucos para modelos mais variados de formas de ser femininas. Esta semana irei falar das mulheres que preferem estar só a mal companhadas. Meus estudos mostram que a grande maioria dos brasileiros quer encontrar um amor romântico-companheiro, muitos na tentativa vivem relacionamentos difíceis que os frustam e é por isso que um número significativo de mulheres está cada vez mais optando por continuar na espera – e não mais na busca – do amor companheiro sem grandes ansiedades, trabalhando, vivendo e se divertindo de forma plena e alegre. Quem são estas mulheres?

São mulheres divertidas e lúcidas. Creio que esses são dois dos principais pontos de diferença daquelas mulheres que dizem não fazerem questão de estarem com algum homem mas apenas algum lhes dá atenção se voltam com tanta ansiedade à relação que terminam assustando o candidato. Tampouco são mulheres frustradas e cheias de traumas que temem as relações amorosas. Nem mulheres cheias de manias que criaram um mundo ao seu redor, na opinião delas, perfeito, que não permitem ninguém entrar e modificar um milímetro dele.

As mulheres que tenho observado que vivem muito bem só, são, na sua maioria, profissionais com uma vida financeira estável ou auto-sustentável o suficiente que lhes permite gastar no lazer sem culpa nem irresponsabilidade. Boa parte delas não tem filhos, ou dividem bem a responsabilidade materna com seus ex, familiares ou funcionários. Costumam ter riso fácil, possuem uma rede diversa de amizades – vamos lembrar que mulher só nem sempre é bem-vinda em todas as rodas. Divertida e bonita, pior a receptividade por parte das mulheres casadas (veja meu post sobre esse tema em “Quando teu companheiro paquera outra mulher, ela é a responsável?” AQUI). Estas mulheres não temem em se divertir e explorar novos territórios, seja no estudo, seja no lazer. Obviamente a opinião alheia lhes pesa menos que a maioria, para aguentar a pressão de não ter alguém ao lado.

Chamo elas de lúcidas porque não deixam que o desejo de amar e ser amadas venha da carência afetiva ou da baixa auto-estima. Muitas mulheres possuem a crença que são bonitas ou perfeitas se tiverem um homem ao lado delas. São crenças profundas que as guiam mesmo sem saber. Quando não encontram um homem a auto-estima sobre sua feminilidade fica afetada. Isso explica porque elas aceitam homens que não as merecem ou se jogam com tanta ansiedade numa nova relação.

As mulheres que observo e que lidam bem com o fato de estarem solteiras e desimpedidas estão abertas ao amor e flertam com tranquilidade mas talvez pela experiência, reconhecem de longe os homens e suas manias. A vida que possem é tão boa, prazerosa e plena que precisa realmente valer a pena um novo amor. E normalmente esse novo amor não exige delas que abram mão da liberdade que conquistaram. Por outro lado, pela consciência do que as deixa bem, fazem as escolhas que precisam ser feitas para uma nova relação entrar sem sofrer. São mulheres que amam muito e de forma intensa. Elas sabem que não é fácil encontrar homens especiais, por isso quando eles chegam, abrem passagem com felicidade; e entanto não chega, passam a vida produzindo e se divertindo.

Nany Bilate
Pesquisadora, pensad
ora e fundadora da Behavior, centro de estudos sobre valores e crenças sociais.
www.behavior.com.br

Sobre coragem e gentileza

Ainda continuando sobre a Cinderela, fiquei com esta frase a semana toda martelando…martelando.
Fui ao dicionário e compartilho com vocês: (Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora)
Coragem> nome feminino
1. Bravura face a um perigo; ousadia
2. Força moral ante um sofrimento ou revés
3. Figurado: energia na execução de uma tarefa difícil; perseverança

Gentileza> nome feminino
1. Qualidade do que ou de quem é gentil
2. Gesto ou comportamento que revela amabilidade; delicadeza
3. Simpatia
4. Elegância
5. Favor.

Parece que a Cinderela mostra força moral ante um sofrimento ou revés. Além de ousadia e bravura. Também elegância, simpatia, delicadeza, qualidade de quem é gentil.
O que chama a atenção é a questão da coragem. Ter coragem é poder arriscar novas experiências, e saber quanta autoestima e confiança posso ter em mim.
E poder ser gentil, também! Onde colocar minha desconfiança e ser gentil com todos? Cinderela é uma história com final feliz (apesar que estes contos sempre acabam no “…e foram felizes para sempre”) e nunca mostram a dificuldade que é conviver com o outro.
Ser gentil com si mesmo, deve ser a primeira condição para ter coragem.
E ter coragem e arriscar? Correr riscos, implica também na responsabilidade das escolhas.
Mas sempre que fazemos uma escolha, que implica em coragem e responsabilidade, nem sempre sabemos as consequências.
Por isso coragem é necessária, pois implica em risco, e gentileza consigo mesmo para aceitar as consequências.
Quanto a Cinderela, não tinha escolha, mas me chama a atenção quando ela cede seu próprio quarto e acaba no sótão!!!!!!
É demais, não acham? Qual o limite entre gentileza e autopreservação? Limites? Enfim… vamos conversando.

Miriam Halpern
Psicologa e Psicanalista
Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Psicanalise de São Paulo  ( SBPSP)
Docente da SBPSP
Membro da International  Psychoanalitical Association of London
Mestra em Disturbios do Desenvolvimento pela Universidade Mackenzie
Membro da IPSO, Paris