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casca de laranja

A celulite…

Olá Bellas!

Hoje vou comentar um pouquinho sobre o que há de conhecimento médico e dermatológico sobre a celulite, também chamada cientificamente de lipodistrofia ginóide.

A celulite atinge principalmente as coxas, quadris, glúteos, flancos e abdome. Cerca de 85 a 95% das mulheres apresentam algum grau de celulite, e geralmente o início é na adolescência. Nas formas mais graves, pode haver dor local importante.

Nāo há uma causa única, e sim um conjunto de fatores que levam a alterações na circulação e no tecido adiposo da região, com formação de fibroses na derme, que fica irregular. O resultado é de uma aparência de reentrâncias, ou “casca de laranja”.  Excesso de peso, gordura localizada e flacidez cutânea sāo os principais fatores associados. Tabagismo e excesso de bebidas alcoolicas também podem agravar o quadro.

Classificação: Grau I: celulite só aparece na pele ao comprimir o local ou por compressão muscular durante o movimento; Grau II: celulite aparente mesmo sem movimento, mas apenas quando se está em pé; Grau III: celulite evidente mesmo sem movimento, na posição em pé e deitada e com nódulos.

Tratamento

-Existem diversos produtos no mercado que se propõe a tratar a celulite, mas em geral eles possuem poucas evidências científicas de sua eficácia.

-Exercício físico regular e reeducação alimentar comprovadamente melhoram a aparência da celulite, pela perda de gordura corporal total e aumento da massa muscular e tônus da pele.

-Drenagem linfática e massagem local podem ajudar, principalmente nos casos em que há grande retenção de líquido associada (inchaço/edema de membros inferiores).

-Cremes de uso local: em geral possuem uma mistura de princípios ativos que se propõe a agir nas causas da celulite. Por exemplo podem ser estimulantes para melhorar a circulação e drenagem linfática local (Ex: ginko biloba, arnica, centella asiática, pentoxifilina, entre outros); cremes estimuladores da quebra de células adiposas (Ex: cafeína, aminofilina, L-carnitina, acetilcoenzima A); cremes que atuam por melhora do espessamento dérmico (retinol, vitamina C, silício orgânico, centella asiática, espirulina, clorela); cremes antioxidantes (vitamina E, vitamina C, chá-verde, ginko biloba). A maioria dos estudos sobre esses produtos tem resultados variáveis, e eles devem ser usados como forma secundária para o tratamento, associados ao exercício físico e controle nutricional.

-Medicações via oral com estimulantes circulatórios como a ginko biloka, antioxidantes como a vitamina C, ácidos graxos, polifenois e outros ativos fitoterápicos também sāo comercializados para melhora da celulite, mas também apresentam poucos estudos científicos de eficácia comprovada até o momento, e podem ser usados como coadjuvantes para auxiliar no tratamento.

-Aparelhos com tecnologias de uso estético como Velashape ou Powershape (radiofrequência associada a infravermelho e vácuo); Accent, Tripollar e Venus Frezze (radiofrequências) podem apresentar melhora por estimular e aquecer o colágeno que há no local. Pacientes mais jovens respondem melhor a esses tratamentos, por apresentarem mais colágeno na derme. Também são para uso associado com medidas de reeducação alimentar e exercícios.

-Laserlipólipse é feita com a introdução durante cirurgia de fibras ópticas de laser sob a pele através de uma incisão, para destruição da gordura no local. Como é um procedimento cirúrgico, deve ser feito após indicação médica.

-Subcisão é a remoção cirúrgica direta de uma área de aderência que possa haver sob a pele – indicada para Grau III de celulite.

-Mesoterapia – aplicação de substâncias de uso injetável sob a pele que estimulam reabsorção da gordura. Também apresenta poucos estudos de eficácia e segurança.

-Carboxiterapia – administração de CO2 através da pele para fins terapêuticos, com o intuíto de diminuir as traves fibrosas na região afetada.

Tratamento de manutenção

Em geral os tratamentos acima amenizam a aparência da celulite, mas os resultados não são mantidos a longo prazo; a duração média dos efeitos é em torno de 6-12 meses e depois disso há retorno do aspecto se não for dado continuidade e manutenção dos tratamentos.

Por isso o ideal é começar sempre pelas mudanças de hábitos de vida, e após tê-los como rotina, investir em tratamentos que irão melhorar o resultado quando forem feitos periodicamente!

Um Beijo!

Dra Flavia Jorge
Médica Dermatologista
CRM 124469 / RQE 37373
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@flaviajorgedermato