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Confusão

E foram felizes para sempre…

E foram felizes para sempre… Será? Como?

Todas nós fomos embaladas por histórias de luta, coragem, desafios, príncipes e princesas lindas.

Geralmente terminavam bem, o príncipe lindo, salva ou reencontra a princesa amada. A felicidade existia! E nós, crianças ingênuas, acreditávamos em tudo isso, sem saber que havia toda uma intensão de controle e manipulação.

Às vezes penso por que de tanta festa, quando alguém se casa, afinal, casamento não é nem nunca será solução de vida. Ao contrário, é uma enorme empreitada cheia de percalços e frustrações!

Crescemos com a ideia enganosa de que tudo que é caro é bom, e encontrar um marido, casar, ter uma vida farta, confunde-se com a ideia de felicidade e alegria.

A ideia de uma vida boa foi substituída pela de uma vida a ser invejada. Uma vida cheia de conquistas, selos (marcas e griffes), em lugar da busca do simples, do prazeroso.

Hoje as pessoas têm mais medo de morrer do que no passado. Há uma preocupação desmedida com o envelhecimento, com acidentes e doenças. É como se o mundo pudesse existir sem essas coisas.

Hoje a resposta é: “ser rico e famoso”. Existe uma espécie de culto que faz com que as pessoas não consigam enxergar o que realmente querem da vida. Os pais criam limites que a cultura não sanciona. Por exemplo: alguns pais tentam controlar a dieta dos filhos, dizendo que é mais saudável comer verduras do que salgadinhos, enquanto as propagandas dão a mensagem diametralmente oposta. O mesmo pode ser dito em relação ao comportamento sexual dos adolescentes. Muitos pais procuram argumentar que é necessário ter um comportamento responsável enquanto a mídia diz que não há limites.

Assim, vamos crescendo, nos tornando adultos confusos e sem saber bem onde ir e em que confiar. Mas mesmo assim, vamos em frente, buscando sentido em toda esta confusão que chama-se vida, cheia de surpresas e imprevistos! E esta é a certeza que podemos ter: não sabemos o que vira por aí e estar aberto para o inesperado, que muitas vezes pode ser agradável!

Miriam Halpern
psicóloga e psicanalista
mhalperng@gmail.com

Conceitos confusos…

Alguém já notou como temos ideias ótimas, mas nem sempre conseguimos boas soluções?

Outro dia, conversando com a mãe de uma criança, contou-me que toda vez que a leva ao pediatra, ao final da consulta, o medico dá um pirulito para que a criança fique “açucarada” e assim, associe que doença ou dor, cura-se com um doce ( acho que na realidade, o Dr. em questão não quer que a criança crie aversão às consultas medicas, quando esta criando outro problema mais complexo!!!)

E depois, crescemos e somos proibidos de comer doce, pois engorda!!!!!!

Oras bolas! Não é revoltante? Qual é a mensagem? Que tudo passa com um pirulito ou “ aguente firme que vou te cutucar, mas no final, virá o açúcar e tudo passa”!!! Será?

Lembro que pequena, ao ficar resfriada, precisava pingar gotas no nariz de um gosto horroroso, e em seguida, recebia uma bala!!!

A lembrança obviamente ficou registrada: O que for ruim, passa com um doce (ou comida gostosa). Mas cria outros problemas, por exemplo, ter medo de comida.

Tudo isso é PURA ILUSÃO!!

Não só não passa o desconforto, como muitas vezes, deixa um rastro de remorso por comer algo indevido quando somos adultos.

Não é uma grande confusão?

1- Atribuir ao doce ou comida gostosa a “solução“ ou forma de esquecer um dessabor, quando comida é apenas o alimento que precisamos para viver.
2- Menosprezar a capacidade que temos em superar as adversidades e criar soluções para suportar o que for desagradável.
3- Estimular o imediatismo e não permitir a reflexão e busca de soluções mais saudáveis e fortalecedoras
4- Comer como fonte de prazer e não solução de conflito.
5- Enfim… um horror, pois somos condenados a acreditar que existe mágica e ninguém conversa sobre isso.

Será que pensar dói tanto?? Será?

Somos como bichinhos domesticados, e ficamos condicionados a manipulações que nem percebemos.

Portanto, que tal pensar e decidir o que é melhor para cada um de nós em cada situação ou momento? Será que o outro sabe mesmo o que é melhor para mim? Duvido!

Se tiverem experiências similares e quiserem, compartilhem comigo!

Abracos e até a próxima!

Miriam Halpern
Psicologa e Psicanalista
mhalperng@gmail.com