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Como melhorar seu pace na corrida?

Pace é o tempo que você leva para percorrer 1 km. Por isso, o objetivo de controlá-lo tem em vista a economia de energia para conseguir completar bem uma prova. Sabendo qual o pace ideal para a sua corrida, você tem mais chance de obter sucesso na competição e pode completar o percurso sem o risco de “quebrar” no meio do trajeto. É o pace que norteia seus treinos, sendo um parâmetro eficaz para acompanhar a sua evolução.

De forma a melhorar o pace e ser mais veloz na corrida de rua devemos introduzir exercícios de aprimoramento muscular na planilha de treinamento, preferencialmente nos dias em que você não corre, de duas a três vezes na semana, e em dias alternados, respeitando o seu descanso.

Fortalecendo os quadríceps, isquiotibiais, glúteos, gastrocnêmico e estabilizadores do core (centro de força do corpo) você melhorará a mecânica da passada, gastará menos energia e, consequentemente, melhora o ritmo das passadas.

Estes exercícios quando incluídos na rotina de treinamento permitem uma melhoria na dinâmica da corrida e por sua vez uma diminuição do seu pace.

1. Agachamento

Trabalha os músculos do quadríceps, responsáveis por absorver o impacto ao final da fase aérea da corrida e durante toda a tração do corpo à frente durante a passada, e o glúteo máximo, que faz a extensão do quadril projetando o corpo à frente.

2. Afundo

Trabalha os músculos do quadríceps e o glúteo máximo. Por ser realizado de forma unilateral, ainda promove maior equilíbrio da força entre as duas pernas.

3. Stiff Unilateral (Avião)

Trabalha os músculos isquiotibiais, responsáveis pela extensão do quadril e por projetar o corpo à frente durante a corrida de rua. Quando realizado de forma unilateral, promove maior estabilização do tornozelo e aciona dos músculos do core, responsáveis por manter o tronco ereto durante a corrida.

4. Salto no Caixote

A corrida nada mais é que uma sucessão de saltos. Por isso, com esse exercício de pliometria é possível usar a força em movimentos fortes e explosivos, o que potencializa a velocidade e técnica da corrida.

5. Tibial Anterior com Elástico

Os músculos tibiais são responsáveis por fazer a flexão plantar no momento de contato do calcanhar com o solo, o que ajuda na distribuição do impacto no final da fase área da corrida. Com os tibiais fortes, você ainda evita as famigeradas canelites, fortes dores na canela que podem tirá-lo das corridas por várias semanas.

6. Gêmeos na Hack Machine

Importantíssimos na saída do pé do chão durante a corrida, os músculos da panturrilha impulsionam seu corpo para frente quando você empurra o chão para trás.

7. Prancha

Trabalha os músculos do core (estabilizadores da cintura pélvica e da coluna), o que melhora a estabilidade do corpo e a absorção de impacto da coluna durante a corrida.

Bons treinos!

Carla Simaes
Personal Trainer
Insta @csimaespersonaltrainer

Corridas de rua

Agora que o carnaval passou e as corridas de rua aumentam de frequência, talvez seja a altura ideal para você participar na sua primeira corrida de rua. Tem corridas de 5 km, 8 km e 10 km que são distâncias aconselhadas a quem está começando a correr, no entanto lembre-se que qualquer prova, mesmo menores, requerem um treino especializado e acompanhado. Se você já está preparada aqui ficam algumas dicas para a sua primeira corrida de rua.

1. Hidrate-se adequadamente
Ter cuidado com a hidratação é essencial para que você faça uma boa prova. É a ingestão adequada de líquidos que faz com que você tenha um bom rendimento na corrida, uma vez que o seu corpo responde melhor aos estímulos quando está bem hidratado.

2. Cuidado com o ritmo
Sua ansiedade  e excitação estarão nas alturas na hora da largada, preste muita atenção para não começar a prova num ritmo muito elevado. Use um pace conservador por ser sua primeira prova. Faça algo próximo do que foi executado nas sessões de treino.

3. Descanse antes da prova
Procure relaxar na semana da prova. Siga a programação de treinos, mas diminua a sua carga. De nada adianta você querer correr muito na semana da competição, isso só trará resultados negativos, já que o seu corpo ficará cansado.

4. Check-list
Certifique-se no dia anterior ao da corrida que tudo está em ordem. Coloque o número de peito, o chip e a roupa que você vai usar em um mesmo lugar para facilitar a sua organização no dia do evento.

5. Escolha o que você vai vestir
Tenha preocupação com a sua vestimenta. Não use roupas ou tênis novos no dia da prova, para não sofrer com possíveis bolhas ou incômodos. Além disso, cheque a previsão do tempo para a hora da corrida, pois assim você fica sabendo que tipo de roupa você terá de usar.

6. Fique atento ao horário
Procure se programar e cumprir um planejamento em relação ao horário de largada. Não faça nada com pressa e esteja no local da prova com, no mínimo, uma hora de antecedência. Isso faz com que você fique familiarizado com o local da corrida e possa fazer seu aquecimento com calma.

7. Local da largada
Depois de aquecido, se posicione no curral de largada de acordo com o seu ritmo de prova. Na frente sempre ficam os mais rápidos, e lá para traz os que irão correr com maior tranquilidade. Pergunte ao corredor ao lado o pace que ele usa para saber se você está no lugar certo. A largada é sempre mais lenta, por isto mantenha a calma e busque aumentar o ritmo quando os corredores estiverem mais espalhados pelo trajeto.

Boa sorte e boa corrida!!

 

Carla Simaes
Personal Trainer
Insta @csimaespersonaltrainer

Importância do glúteo médio na corrida e caminhada

Hoje em dia já se sabe que o fortalecimento dos glúteos não é só uma questão de estética feminina. 

O glúteo médio localizado na região lateral da anca, e tem um papel crucial como estabilizador da região pélvica na corrida e caminhada, principalmente na fase em que o membro inferior não realiza contacto com o solo. Quando este músculo está fraco, observa-se queda excessiva da anca durante a atividade podendo gerar alterações na biomecânica da coluna, anca, joelho, tíbia e pé. Em consequência disso, o atleta apresentará maior risco de desenvolver lesões.
 O glúteo médio é o único músculo responsável por manter o equilíbrio do movimento, todos os outros estão envolvidos absorvendo e gerando forças para que a passada se mova para frente. Músculos enfraquecidos não são eficientes, fazendo com que a energia gerada pelo impacto vá para as articulações, principalmente do quadril e joelho. A falta de preparo também impede a postura ideal, aumentando o gasto energético.

Normalmente o corredor não consegue associar a dor à falha do glúteo médio, pois as dores se manifestam em outras regiões.

No entanto, muitas vezes é difícil fortalecer este músculo sem também fortalecer um músculo chamado tensor da fáscia lata, que está localizada na direção da frente do quadril que quando excessivamente ativado  pode levar a uma  movimentação indesejada do quadril (rotação interna) que pode piorar quadros de dor no joelho, quadril, ou nas costas.

Se informe com o seu treinador e verifique que está treinando certo!!

Carla Simaes
Personal Trainer
Insta @csimaespersonaltrainer

Por que decidi me arriscar a correr a primeira maratona – O começo de tudo!

Bellas, tudo bem?

A partir de hoje vou contar um pouco da minha história para vocês, como comecei a correr e qual a preparação que estou iniciando para correr uma maratona em outubro/2017.

Qualquer dúvida, estou por aqui! Lembrando que não sou profissional da área, não sou nutri, não sou personal, sou formada em direito e hoje trabalho com marketing digital, ou seja, bem distante, né?

Vamos lá! Sempre fui gordinha, briguei com a balança e tentei fazer exercícios a vida toda. Depois da morte dos meus pais no final de 2012/início de 2013 eu engordei mais ainda e cheguei aos terríveis 3 dígitos na balança… Em outubro de 2014 eu fiz uma viagem com meu marido para os EUA e entendi que eu queria mesmo me cuidar! Entendi que levar uma vida de obesa era bem difícil, entendi que aguentar o ritmo acelerado das viagens que eu fazia eu não conseguia manter, entendi que estava muito, muito infeliz com meu corpo e tomei a decisão de mudar de vida!

Voltei para SP e coloquei o balão intragástico de 6 meses no final de novembro/14 e aí a minha vida começou a dar uma volta sensacional! Emagreci 14kg com o balão e depois que o tirei em maio/15, emagreci mais 6kg. Comecei a fazer ginástica quase todos os dias e aprendi que o meu corpo precisava do exercício, viciei!

No dia de treino me sinto mais disposta, menos ansiosa e com menos fome e isso é fantástico para uma pessoa que sempre descontou todas as emoções (boas ou ruins) na comida! No final de 2015 vi a inscrição para a corrida WRun em São Paulo e a distância me pareceu ok. O que me encantou mesmo e que me incentivou a fazer a inscrição foi o lindo kit com viseira, camiseta, saia/short e uma linda lancheira! Fiquei feliz com o kit e comprei!

Depois de comprar parei um pouco e pensei: já que eu tenho o kit porque não treino para correr os 4k (gíria de corredor, nunca falamos 4km e sim 4k) da prova? Falei com a minha super mega personal, aquela que te faz rir e chorar em segundos (mas ela vai ficar para um outro post) e ela disse que eu iria conseguir! Comecei correndo 1min e caminhando 2min, queria morrer, meu coração parecia que iria parar a qualquer minuto e que quando eu descesse da esteira as minhas pernas iriam se separar do meu corpo! Aguentei!

Depois de uns treinos ela me incentivou a correr aqui no nosso condomínio (sim, ela é minha vizinha do andar de cima!), só que tem uma subida (que hoje é bem pequena, mas naquela época me parecia o Everest em pessoa!). Corria a subida e caminhava a descida e lá fui eu! Treinei algumas vezes com a linda e querida filha dela, a Bruna, que por incrível que pareça é mais carrasca que a própria mãe, apesar de toda a sua doçura! Ela me incentivou muito!

No dia da corrida meu marido foi lá me dar força! Confesso que chorei ao abraça-lo no final do trajeto! E aliás choro toda a linha de chegada (de lá para cá já foram mais 8 corridas finalizadas!)

Depois disso comecei a correr 5k e me senti a Mulher Maravilha!

Passados uns meses e eu vi a inscrição para a outra corrida só de mulheres que tem em SP, a Vênus e lá estava outro desafio para mim 10k!!!!

Continuamos daqui a duas semanas?

Essa foto mostra o contraste entre os 3 dígitos e a minha primeira corrida realizada!

Beijinhos, Nara

Você está preparada para correr 10k?

Semana anterior falamos das dicas para correr 10k, e agora apresentamos uma sugestão de planilha de treino,  mas o ideal é sempre ter o acompanhamento de seu preparador físico, e seu médico deve ser sempre consultado, para ter certeza de que está tudo certo, ok?

Há várias planilhas e cada treinador tem a sua maneira própria de orientação, mas aqui segue um exemplo de planilha para quem pretender treinar para os 10 km:

Semana 1
Segunda-feira: descanso
Terça-feira: 4 km de corrida
Quarta-feira: treino alternativo
Quinta-feira: 3 km de corrida com pace de prova
Sexta-feira: descanso
Sábado: 4 km de corrida
Domingo: treino alternativo

Semana 2
Segunda-feira: descanso
Terça-feira: 4 km de corrida
Quarta-feira: treino alternativo
Quinta-feira: 4 km de corrida com pace de prova
Sexta-feira: descanso
Sábado: 5 km de corrida
Domingo: treino alternativo

Semana 3
Segunda-feira: descanso
Terça-feira: 5 km de corrida
Quarta-feira: treino alternativo
Quinta-feira: 5 km de corrida com pace de prova
Sexta-feira: descanso
Sábado: 5 km de corrida
Domingo: treino alternativo

Semana 4
Segunda-feira: descanso
Terça-feira: 5 km de corrida
Quarta-feira: treino alternativo
Quinta-feira: 4 km de corrida com pace de prova
Sexta-feira: descanso
Sábado: 7 km de corrida
Domingo: treino alternativo

Semana 5
Segunda-feira: descanso
Terça-feira: 5 km de corrida
Quarta-feira: treino alternativo
Quinta-feira: 4 km de corrida com pace de prova
Sexta-feira: descanso
Sábado: 6 km de corrida
Domingo: treino alternativo

Semana 6
Segunda-feira: descanso
Terça-feira: 6 km de corrida
Quarta-feira: treino alternativo
Quinta-feira: 6 km de corrida com pace de prova
Sexta-feira: descanso
Sábado: 8 km de corrida
Domingo: treino alternativo

Semana 7
Segunda-feira: descanso
Terça-feira: 6 km de corrida
Quarta-feira: treino alternativo
Quinta-feira: 5 km de corrida com pace de prova
Sexta-feira: descanso
Sábado: 10 km de corrida
Domingo: treino alternativo

Semana 8
Segunda-feira: descanso
Terça-feira 5 km de corrida
Quarta-feira: treino alternativo ou descanso
Quinta-feira: 5 km de corrida
Sexta-feira: descanso
Sábado: descanso
Domingo: prova de 10 km

Bons treinos e boas corridas!

Carla Csimaens
Personal Trainer
@csimaenspersonaltrainer

Já está correndo 5k e quer partir para os 10k?

Você já está confortável correndo 5km, tem treinando e cuidado da sua alimentação, já está mais confiante e chegou a hora de ir mais longe? O desafio de dobrar a distância é possível, além de ser extremamente positivo no que diz respeito ao ganho de performance, condicionamento físico e motivação.

A passagem para os 10 km, assim como todo o processo que leve a gastos energéticos maiores, exige cuidados específicos para garantir bons resultados. Treinos de força devem começar a fazer parte da rotina pelo menos duas vezes por semana.

Não basta estar pronta para chegar à primeira prova: o importante é conseguir se manter na distância durante pelo menos seis meses, sempre alcançando melhores marcas. Outro ingrediente fundamental é a motivação, manter objetivos alcançáveis e concretos ajudam na manutenção do foco; fazendo os primeiros 10km, o objetivo será manter essa distância e ir melhorando o tempo da corrida. Para que os 10kms fiquem confortáveis é essencial aumentar o volume de treino, quatro dias na semana intercalando com treino de fortalecimento muscular. A alimentação também deverá sofrer algumas modificações, porções um pouco maiores e com o incremento de carboidratos integrais.

Outro ponto de extrema importância é evitar lesões. Aqui a receita será o seguimento de uma planilha que leve em conta as suas particularidades. Exercícios de fortalecimento muscular ajudam mas é necessário ter um planejamento e respeitar os limites e o descanso.

Com duas sessões de musculação por semana (em dias alternados à corrida), o corredor consegue fortalecer os músculos envolvidos na corrida, melhorando a performance e evitando lesões. Uma dica de exercício é o agachamento livre, excelente para os músculos das coxas e glúteos, mas lembre-se: toda atividade física deve ser realizada após avaliação médica e com a devida orientação de profissional formado.

Ter uma boa alimentação é fundamental para obter um rendimento correto na corrida. Um aliado do corredor é a proteína, composto orgânico que deve ser ingerido diariamente, através de fontes animais e vegetais . As proteínas também ajudam na reposição das reservas de glicogênio nos músculos e no fígado, que são bastante utilizadas durante a atividade física. Esta ingestão deve estar associada à ingestão de carboidratos. A associação de carboidratos e proteínas é muito importante para a recuperação do treino, para repor as reservas de glicogênio muscular e aminoácidos essenciais.

Se por acaso ao longo de um treino voce sentir sua panturrilha ficar muito dolorida ou que ela está dura como uma pedra  pare e alongue, isso pode ser um aviso de que seus músculos estão em processo de fadiga. Antes de entrar em pânico, é importante ter noção do tamanho do problema, que pode ir de um simples desconforto – devido a um treino mais pesado – a um indicativo de lesão.  Toda vez que você dá um estímulo mais forte ao seu corpo, o normal é que apos  24/ 48 horas o músculo fique bastante dolorido. Quando voltar a fazer a mesma atividade, se sentir desconforto normal, é só cansaço; Se percebe que não consegue fazer nem dois minutos, aí o problema pode ser mais sério. O importante é não forçar seus músculos e ficar atento e perceber os sinais que seu corpo está te passando.

Uma das principais dificuldades desta transição de quilometragem está na adaptação do corpo ao aumento do volume.  A evolução fisiológica do indivíduo, considerando a sua adaptação às novas cargas, são sempre uma incógnita para cada pessoa, por isso essa evolução no volume de treino deve ser feita com cuidado, pois pode gerar contusões e frustrações no atleta. O aumento na distância gera uma modificação natural na técnica de movimento. A ação fisiológica do novo desafio leva a exigência de uma adaptação muscular, por conta do tempo de execução. Essa adaptação deverá ser treinada com os treinos de forma evolutiva. O volume semanal do treinamento deverá subir em pelo menos 10%, fazendo isso gradativamente a cada semana.
 
Seguem algumas Dicas para evoluir de forma confortável e sem lesões:
Não tenha pressa – Para conquistar os 10 km e atingir o objetivo, é preciso preparação, tanto física, como psicológica; as mudanças e os novos desafios geram um pouco de nervosismo, mas fique tranquilo e encare o desafio sem ansiedade.
Respeite seu treino – Não exagere, nem faça mais além do que está na sua planilha. Respeite seu corpo e as adaptações do organismo. Caso haja qualquer desgaste excessivo, comunique ao seu treinador ou passe a dedicar mais tempo ao descanso.
 Aumente a qualidade – Melhorar os tiros de resistência, os treinos ritmados e os exercícios educativos são uma ótima aposta. Treinar variações em subidas e fazer um bom reforço muscular também é essencial; e não se esqueça da alimentação, nessa mudança a ansiedade pode fazer sua dieta sair do convencional, fique atento e esperto.
Semana que vem trarei uma sugestão de planilha de treinos de 8 semanas!

Bons treinos e boa corrida!

Carla Csimaens
Personal Trainer
@csimaenspersonaltrainer