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A utilidade das relações: o convite para uma nova dança

Domingo assisti ao filme Amnésia que me fez lembrar como é importante perceber a utilidade das relações. E como é sábio poder perceber isso no mesmo instante que acontece. Vivemos hoje em dia as relações de formas tão mecanizadas que perdemos a poesia que o encontro com alguém traz.

Costumamos pensar nos relacionamentos afetivos de forma romântica, acreditando que o amor nos une a alguém inexplicavelmente e que a felicidade surge a partir dessa união como um milagre. O que pouco pensamos é o quanto as relações são úteis – e necessárias – para caminharmos pela vida. Mesmo aquelas que nos fazem sofrer.

Pode haver utilidade premeditada, explícita ou não. Neste tipo de relação, quando o interesse não é velado, ambos podem aproveitar dessa troca consciente sem necessariamente cair nas armadilhas do exercício de poder.

Porém, há outras utilidades mais espontâneas.  Aquelas que vêm necessariamente quando nos relacionamos com alguém, especialmente de forma afetiva. Adoro observar o encontro de duas pessoas e como essa aparente casualidade afeta significativamente cada uma delas.

Se tivéssemos a sabedoria de observar e aproveitar os novos ventos que uma pessoa traz às nossas vidas, pararíamos de chorar pelo término das relações que nasceram para partir, e nos alegraríamos por aquilo que conseguimos viver e transformar. Olharíamos as pessoas com mais curiosidade e atenção, abertos à dança que é ofertada num salão bem maior do que poderíamos sonhar. Cada pessoa com quem nos relacionamos tem um dom que pode influenciar diretamente as nossas vidas. É só permitir. É só ficar atento.

Adoraria terminar com a frase que Martha, a personagem principal do filme Amnésia disse a Jo, o jovem rapaz que sonha em ser DJ, mas não quero ser acusada de fazer spoiler.  Se gosta do ritmo e tempo do cinema europeu, recomendo ver esse filme para sair leve e doce, pronto para reconhecer – e agradecer – a utilidade nas nossas vidas das pessoas ao nosso redor.

Leia o texto na íntegra aqui.

Boa semana a todos.

Nany Bilate
Pesquisadora, pensadora e fundadora da Behavior, centro de estudos sobre valores e crenças sociais.
www.behavior.com.br/blog

O surgimento das maratonas

Assim como toda lenda, a história da maratona é recheada de curiosidades e fatos extravagantes que, com o tempo, ganhou ainda mais misticismo.

Uma das versões mais aceitas em relação ao surgimento da corrida de 42.195 metros remete ao ano de 490 a.C., quando soldados atenienses marcharam até a Planície de Marathónas para combaterem os persas, na batalha que fazia parte das Guerras Médicas.
Como estavam em um número muito menor, os gregos precisavam de reforços para conseguirem a vitória. Desta forma, o comandante Milcíades resolveu escalar um de seus melhores corredores para cobrir a distância de 40 km, que separava a cidade que estavam de Atenas, e pedir ajuda.
Pheidippides foi o escolhido para a tarefa de percorrer o percurso acidentado até a atual capital grega. Lá chegando, conseguiu reunir cerca de 10 mil soldados, com os quais voltou para o local da batalha.

Após a vitória sobre o poderoso exército persa, Milcíades decidiu mandar novamente seu experiente corredor até Atenas, para passar a boa notícia. Mesmo exausto, Pheidippides correu novamente os cerca de 40 km que separavam as cidades e, lá chegando, conseguiu apenas dizer uma única palavra antes de cair morto. “Νενικήκαμεν” (Vencemos).
A primeira maratona dos Jogos Olímpicos modernos foi realizada no ano de 1896 no percurso original, e seu vencedor foi Spiridon Louis, com o tempo de 2h 58min 50seg, fazendo a média de 4min28 por quilômetro.

Em 1908, nos Jogos Olímpicos de Londres, o percurso da maratona sofreu uma alteração. Para que a família real britânica pudesse assistir ao início da prova do jardim do Castelo Windsor, o comitê organizador aferiu a distância total em 42.195 metros, que continua até hoje.

A maratona se firma cada vez mais como um acontecimento esportivo das grandes cidades. Além de ser a prova clássica das Olimpíadas, ela fixou seu templo sagrado na cidade de Nova York onde, a partir de 1970, ela pára o trânsito e leva milhares de pessoas às ruas, que vibram pelos “desafiantes”.

Mais do que um evento desportivo, a maratona é vista como uma superação pessoal, ao nível da caminhada a Santiago de Compostela ou a escalada ao Everest: “uma conjugação de preparo físico, preparação mental, planejamento cuidadoso de estratégia e fé em si mesmo”. Grande maioria dos participantes atuais não entra na maratona para chegar em primeiro lugar, mas sim para se redescobrir, se redirecionar e aprender que, se consegue correr uma maratona, também será capaz de atingir outros feitos que muitos consideram inatingíveis.

Não só pelo quantidade de pessoas, mas também por serem as mais antigas, as Top 6 tradicionais maratonas especiais do mundo são:

Boston – a mais antiga desde 1897

Nova York

Chicago – maior número de inscritos

Berlim – percurso mais rápido

Londres

Tóquio

As seis juntas formam World Major Marathon Series (WMM) que é uma competição paralela. Correndo pelo menos 3 das 6 provas você pode ganhar uma bolada, se for o mais bem pontuado.

Cada maratona tem seu percurso e seus desafios. A de Berlim teve seu recorde quebrado com um tempo de 2h 2min 57seg, pelo queniano Dennis Kimetto.

Já pensou em correr uma maratona? Se superar? Porque não?

Bons treinos!

Carla Simaes

Personal Trainer

Insta @csimaespersonaltrainer