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Homens, sempre meninos. Uma leveza a ser reaprendida pelas mulheres.

Toda mulher tem algo a dizer sobre os homens com quem convive. Entre elas e na visão delas, uma lista de coisas em comum. Até onde conseguimos compreender nos projetos que conduzimos, os homens não querem a independência mas a liberdade de viver seus momentos que lhe permita alimentar sua alma: um chopinho com os amigos, jogar uma pelada, dormir sábado a tarde, etc. Como me disse um dos entrevistados do Projeto Homens, “eu sou feliz, livre, na minha gaiola”.

Por que nós, mulheres, nos irritamos com a sensação de exclusão do universo dos nossos companheiros? Pode ser, que a origem dessa irritação venha do julgamento de irresponsabilidade damos a este tipo de atividades.

No meu entendimento, a mulher possui uma habilidade quase genial de realizar diversas coisas ao mesmo tempo. Com isso ela parece ter a necessidade de arrumar o mundo. É quase uma antena ligada ininterrupta que a deixa tensa, vigilante. É assim que muitas vezes encontro as mulheres quando as entrevisto.

No contexto de mudanças, o homem para pra descansar, arejar a cabeça. Essa atitude de parar tudo para se dar prazer, e que no fundo transmite leveza, que o homem tem ganhado espaço. A mulher tem muito a aprender com esse tempo para si e com essa atitude sempre menino que o homem tem e que nós, na behavior, consideramos dois movimentos humanos importantes que estão integrando o casal.

Mas, vale sempre lembrar, que esta atitude não deve se tornar uma fuga para não enfrentar os desafios da vida e amadurecer.

Leia este texto na íntegra aqui.

Nany Bilate
Pesquisadora, pensadora e fundadora da Behavior, centro de estudos sobre valores e crenças sociais.
www.behavior.com.br/blog

A leveza a ser reaprendida pelas mulheres…

Nos estudos da behavior com os homens aprendemos que, diferentes de nós, eles preferem a liberdade a independência. A liberdade de viver momentos que lhes permita alimentar a alma: um chopinho com os amigos, jogar uma pelada, dormir sábado a tarde – toda a tarde! – entreter-se com games, viajar de moto para sempre voltar, sempre. Como me disse um dos entrevistados do Projeto Homens, “eu sou feliz, livre, na minha gaiola”.

A mulher se irrita profundamente com esse comportamento masculino. Muita desta irritação tem a ver com a sensação de exclusão do universo dele – como assim ele quer ser feliz sem mim? – apoiada na crença romântica que o casal só pode viver a dois o tempo inteiro. Outras vezes, a irritação vem do julgamento de irresponsabilidade que a mulher dá a este tipo de atividade: como assim, você vai se divertir se temos tantas coisas à fazer?

Pois é exatamente aqui que a relação azeda. A mulher possui, no meu entendimento, uma habilidade quase genial de realizar diversas coisas ao mesmo tempo. Com isso ela parece ter a necessidade de arrumar o mundo, e, na medida que vai deixando o mundo como ela acha que deve ser, retroalimenta a percepção que só ela é capaz de deixar o mundo perfeito. É quase uma antena ligada ininterrupta que a deixa tensa, vigiante, quase um fiscal. Estudei toda minha infância e juventude num colégio feminino de freiras, a congregação era francesa; creio que por isso carrego comigo a imagem da madre superiora: severa, vigiante quase um policial. É assim que muitas vezes encontro as mulheres, quando as entrevisto.

Se o homem decide, no meio de uma grande mudança, parar tudo para tomar um chopinho… já dá para imaginar que a Terceira Guerra Mundial está prestes a começar. Pois é… mas é através dessa atitude, de parar tudo para se dar uma pausa, que trazemos leveza para a situação. O homem vem ganhando terreno na relação a dois, porque nós mulheres compreendemos que talvez não seja tão ruim assim imitar esse lado masculino. Afinal, queremos continuar ser mulheres neuróticas por ordem e perfeição, como nossas mães?

É claro que essa atitude não pode disfarçar, como em muitos casos, irresponsabilidade e se tornar uma fuga para não enfrentar os desafios da vida e amadurecer. Mas quando ela acontece em determinados momentos, podemos arejar um pouco e liberar a tensão. Abrindo espaço para essa atitude de leveza nas nossas vidas, melhoramos nosso humor, nossa relação e a tensão familiar. Vamos refletir sobre isso?

Nany Bilate
Pesquisadora, pensadora e fundadora da Behavior, centro de estudos sobre valores e crenças sociais.
Escreve semanalmente sobre as transformações que estamos vivendo como sociedade no blog Movimentos Humanos em www.behavior.com.br

Tristezas e desafios

Há alguns dias, li no grupo Bella Donna (facebook) o desabafo de uma das Bellas, que atravessava um momento de tristeza e depressão.
Todas temos sonhos, ideais, projetos e metas. Muitas vezes as coisas não são bem como gostaríamos e haja força para aceitar os fatos.
Outras vezes, um desequilibro hormonal leva a estados depressivos.
Não é simples o diagnóstico de depressão.
Muita gente não entende, nem admite ser ou estar deprimido.
Depressão tem tratamento. Precisa de paciência e coragem!!!!!!
Muita coragem em reconhecer o sofrimento e a fragilidade própria do ser humano: alguns mais frágeis, outros menos… mas todos temos momentos tristes, onde necessitamos de ajuda e compreensão.
Buscar ajuda, implica em humildade e reconhecimento de limites e necessidades.  E muita coragem!
Coragem em poder reconhecer nossa fragilidade e ignorância,
Coragem em aceitar que precisa do outro.
Coragem em se ver sem capacidade para dar conta dos desafios da vida.
Mas também é preciso de coragem, para ocupar o lugar neste planeta, responsabilizar-se pelas decisões sejam elas certas ou não, olhar-se no espelho e ver o que a imagem revela, ou ainda, coragem em mudar de ideia e reconhecer que não era bem isso… e assim poder mudar o rumo.
Ir em busca do que faz sentido e saber que a cada momento, podemos corrigir a direção escolhida, mas também ser “teimoso” e lutar por algo que muitas vezes pode trazer uma experiencia de solidão!
Solidão esta que pode se mostrar difícil de suportar, mas carregada da experiencia de força interna que se faz necessária para a travessia da vida.
É preciso de muita coragem e determinação para transpor obstáculos, mas também da coragem em procurar o que é melhor para cada um e aproveitar os momentos de alegria.
Não deixe de procurar ajuda, em caso de necessidade!

Miriam Halpern
Psicologa e Psicanalista
Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Psicanalise de São Paulo  ( SBPSP)
Docente da SBPSP
Membro da International  Psychoanalitical Association of London
Mestra em Disturbios do Desenvolvimento pela Universidade Mackenzie
Membro da IPSO, Paris