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Refletindo sobre humildade, humilhação e subserviência…

Estava aqui a pensar sobre este espaço que tenho. Gosto de escrever.

Tempos turbulentos, este nosso… leva-me a pensar no papel de cada um dentro da sociedade, micro (família, escola, etc) e macro (cidadãos do mundo).

Precisamos uns dos outros, pois sem o outro, não temos significado como pessoas, agentes de transformação e de amor.

Ouvimos muito falar em humildade, ser humilde… mas que significado tem este exercício? Será uma ação voluntária ou o reconhecimento de não saber, de precisar do outro para viver, humilhante? Ou estamos vivendo um momento histórico confuso?

Vou ao dicionario, meu assistente…

– Humildade: Simplicidade, qualidade de quem é simples, modesto, humilde

– Humilde: Modesto; que tem noção de suas limitações

– Humilhação: Ação pela qual alguém humilha ou é humilhado; afronta, abatimento, submissão

– Subserviência: Ato de servir de maneira voluntária; característica de quem se dispõe a atender as vontades de outrem; qualidade ou estado de pessoa que cumpre regras ou ordens de modo humilhante.

Sei que essa questão é bem complexa, mas intrigante também.

Ser humilde, não significa ser subserviente ou passível de humilhação.

A humildade, é característica de quem pode reconhecer suas dificuldades e limitações. É de extrema grandeza. Reconhecer suas possibilidades não implica em fraqueza. Ao contrário: expressa uma propriedade de si e respeito a quem é, e ao outro. Simples e direto.

A subserviência traz tristeza e pequenez. A falsa ideia que assim, se faz mais querido e aceito. Grande engano! O custo em deixar de se respeitar é alto e desgastante, pois implica em criar uma imagem de si artificial e perigosa, levando assim ao descredito de si mesmo e consequentemente, descredito geral. O grande problema, é perder-se de si, ou melhor, não saber mais quem de fato é, e o que faz sentido para si.

Vou parar por aqui, pois já temos assunto para mais de metro…

Até breve.

Miriam Halpern
Psicóloga e Psicanalista
mhalperng@gmail.com

Onde está a felicidade?

Um dia destes, li um texto de Eliane Brum, cujo título me chamou atenção: “O Despreparo da Geração Mais Preparada”.

Chama de geração preparada, a geração que teve acesso a bons colégios e boas faculdades. Pessoas que puderam ter uma educação formal adequada e assim se prepararam tecnicamente. Aptos em tecnologias e conhecimentos, mas inaptos em lidar com frustrações próprias da vida, do dia a dia.

Ser feliz é trabalhoso, e não um direito adquirido!

Tudo isso leva a um sofrimento real. Uma dificuldade em compreender que viver demanda esforço; construir uma carreira ou uma família é extremamente trabalhoso e árduo!

Isso não se aprende na escola nem existe técnica em pular os degraus dos caminhos que cada um decide seguir.

Frequentemente, estes caminhos são cheios de dor e adversidades, mas quem esta preparado para isso?

Quem compreende e aceita que a dor pode ser o elemento que ira forjar uma pessoa mais forte? Melhor resolvida?

Encontrar um ambiente onde o trabalho seja uma extensão da própria casa, não existe. A complacência do pai ou da mãe, só cabe no ambiente familiar. Muitas vezes, a compreensão disto é sofrida, mas real.

Será que preparamos nossos filhos para viver?

Felicidade é uma conquista dura e efêmera, mas mesmo assim, intensa e gratificante.

Ser feliz, dá trabalho, demanda esforço e tolerância. Viver é para insistentes! Felicidade também. Não é uma questão de ter direito a ela, mas uma luta, uma batalha. Uma conquista trabalhosa!

E o sabor da conquista? Este sabor não tem preço!

E o esforço? Alguém já viu alguma construção sem esforço?

O prazer em ver uma tarefa completa, ou um desafio transposto… Precisamos cuidar e permitir que nossas crianças superem suas dificuldades, experimentem suas capacidades e potência.

Frustração não é fracasso, mas pode ser o propulsor do movimento que venha a gerar felicidade.

A satisfação vinda de um esforço, a alegria de uma conquista difícil… ou poder ver um pássaro em uma árvore cantando… ai pode estar a felicidade.

Tudo depende do olhar que posso dar a cada momento deste grande mistério que é viver.

Miriam Halpern
Psicologa e psicanalista
mhalperng@gmail.com