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A liberdade de ser mulher fora do padrão

A semana passada falei sobre a Escola de Princesas e o direito a equidade. Várias pessoas se manifestaram fazendo seus comentários, a maioria contra a escola. A questão é que como estamos em um período de transição de valores sociais – do modelo antigo mais padronizado para o modelo novo mais livre – há pessoas em cada lado da ponte. O ponto que trago esta semana para reflexão neste nosso espaço feminino é porque precisamos encaixar as pessoas em papéis e formatos, e especificamente neste caso, porque o fazemos com as meninas?

Durante séculos estamos lutando por mais liberdade de atuação, de expressão, de possibilidades de ir e vir, de ser. Todas queremos ser mais livres para poder viver o que consideramos nossa verdade sem tanta pressão social, sem tanta crítica. Conhecemos nossos valores e sabemos que um comportamento diferente não nos define como alguém que não é bom. Sabemos tudo isso mas ao mesmo tempo, nós também fazemos pressão social para que os modelos se perpetuem.

Queremos filhas com lacinho no cabelo, delicadas e doces… e se a alma dela não seguir esse modelo?  Ela vai deixar de ser mulher? Ou melhor, deixar de ser uma boa mulher? Deixar de ser um bom ser humano? Por outro lado, se nossa filha estiver se tornando uma mulher suave e recatada, ela é mais mulher porque é assim? Ou ela é menos?

Minha intenção é abrir espaço para uma reflexão mais profunda sobre o que significa para nós o feminino, o ser mulher, e porque esse significado precisa estar ligado às funções domésticas e jeitos delicados. Como disse no post da semana anterior, não há nenhum problema em executar e gostar de funções domésticas, a questão é porque isso deve estar ligado necessariamente – quase exclusivamente – a um gênero. Graças a uma amiga querida assisti ao vídeo abaixo que me ajudou a refletir sobre o direito de ser – a tão desejada equidade social.

Seria tão amoroso e libertador para esse feminino asfixiado por milênios, permitir que nossas filhas sejam livres para escolher as suas formas de expressão, cabendo a nós o cuidado para o façam com respeito e educação, sem agressividade. Afinal, poder ser quem se é, sem o risco de se sentir inadequado, só deixa a gente feliz e seres humanos felizes tornam tudo ao seu redor melhor. Não é mesmo?

https://www.youtube.com/watch?v=mKy-NF448SQ&feature=youtu.be

Pensem nisso e me digam o que acham!

Beijos e até a próxima!

Nany Bilate
Pesquisadora, pensadora e fundadora da Behavior, centro de estudos sobre valores e crenças sociais.
www.behavior.com.br

A escola das princesas e a equidade.

Num primeiro momento a reação é de incredulidade: difícil acreditar que em outubro de 2016 ainda se pense no Brasil em educar mulheres para serem princesas. Para tentar entender imaginei que o conceito de princesa era embasado na Elsa da Frozen, uma princesa linda, sensual, que abre mão da coroa pela liberdade mas que o amor – pela irmã, e não por um homem – a faz retornar ao seu lugar no reino e, ao final, fica sozinha e… feliz. Amei essa abertura de possibilidades para as meninas, mas o que mais amei de fato é como a história ressoou em milhões de meninas mundo a fora, o que demonstra claramente a mudança de paradigma que o feminino está vivendo.

Talvez seja por isso que a Escola de Princesas tenha surgido. Toda tendência gera uma contratendência, tão forte quanto. Faz parte do refluxo da sociedade que se sente mais segura com o conhecido, com o estabelecido, mesmo que represente o passado. Neste momento de transição as formas estão dissolvidas e ainda as novas formas não estão definidas. Essa liberdade é para poucos. Segurar-se sem parâmetros sociais rígidos implica em maior responsabilidade; e todos nós sabemos que adoramos jogar a responsabilidade no vizinho ao lado.

Educar meninas para saberem se comportar socialmente não deveria nos incomodar, devia? Afinal, vamos convir, tem muita criança por ai que precisa de bons ensinamentos de convivência social e respeito ao outro. Compreender que o espaço público exige percepção do outro. Por outro lado, meu sentido de equidade me diz, todo mundo tem direito a ser o que quiser enquanto seguir as leis que regem a sociedade. Assim, que venham todas as escolas de princesas e principes que desejarem. Cabe a cada um de nós escolher se queremos isso pra nossos filhos.

Assim, só me cabe gerar a reflexão do que significa “educar a se comportar socialmente” como disse a fundadora, Nathalia de Mesquista. A Escola de Princesas re-estabelece parâmetros com contornos bem definidos do que é ser uma menina atrelados ao lar e ao comportamento dócil e meigo e contrários ao universo masculino, que por contraposição deve se referir ao mundo da rua, ao espaço público. Durante milênios construímos nossa identidade – masculina e feminina – embasado na diferença, como dois mundos complementares. Assim aprendemos que se é mulher quanto mais diferente se é do homem. E vice-versa. Além do aspecto competitivo que essas crenças geram, alimentam a sensação de incompletude que o estar só significa.

Estamos caminhando para um espaço em que os limites de gênero ficaram mais diluídos e com isso os papéis menos limitados. Estamos ficando maiores, mais extensos, nosso mundo se ampliou, podemos não estar acostumados a tanta fluidez mas poder se soltar, cada vez mais, tem sido o desejo da maioria das pessoas que entrevisto.

Estamos compreendendo que ser mulher não significa saber cozinhar e costurar. Embora saber fazer essas duas coisas sejam úteis, para ambos os sexos. Nada contra. Pelo contrário, uma mulher que sabe bordar não é menos moderna daquela que não sabe pregar um botão. A modernidade não passa, na minha perspectiva, pela linha e agulha. E é sobre isso que faço o convite para refletirmos esta semana: o que nos faz ser mulher ou homens? As tarefas que somos capazes de exercer? O domínio do lar? Ou da rua, me refirindo ao traquejo social, ao trabalho? À responsabilidade da família? Da criação dos filhos? O que nos faz ser mulher ou ser homem? A virgindade? A liberdade sexual?

Não colocaria uma filha minha na Escola das Princesas e discutiria muito com meu irmão e minha cunhada se eles pensassem em colocar minhas sobrinhas numa, mas essa rede de escolas ter surgido ajuda a refletir sobre nossos valores e crenças. Ajuda a tomar consciência dos pequenos detalhes que vão construindo uma identidade. Ainda vejo amigas modernas, bem resolvidas ensinando suas filhas a serem delicadas e dóceis. Pelo menos a Escola das Princesas escancara essas crenças sem pudor. É bom para trazer para a mesa do jantar essa discussão.

Meu convite, esta semana, vai além, escreva para mim e me conte, pública ou inbox, o que você pensa e sente sobre isso. Boa semana a todos!

Nany Bilate
Pesquisadora, pensadora e fundadora da Behavior, centro de estudos sobre valores e crenças sociais.
Escreve semanalmente sobre as transformações que estamos vivendo como sociedade no blog Movimentos Humanos em www.behavior.com.br

Sobre o SIM e sobre o NÃO…

Desde que me conheço por gente, o sim é sim e o não é não…

Grande novidade né?

Mas, não é bem assim, depois que a gente cresce e amadurece, muitas vezes o não é sim e o sim é não…

Explico!

No decorrer da vida, muitas vezes dizemos “SIMs” demais e “NÃOs” de menos! Muitas vezes você é julgado como o mais legal por sempre dizer SIM e o mais chato por dizer alguns NÃOs. Mas, ao contrário do que se pensa na teoria doa significados, o resultado dessa conta passa a ser mais negativo do que positivo. Na prática, aquele que diz amém desaprende a dizer “nem” (nem ferrando etc.) pra tudo e acaba passando por cima de si mesmo.

Dizer SIM é bom… Mas dizer NÃO é melhor ainda!

Quando dizemos SIM, esse sim deve ser de coração…

Deve ser um SIM por merecimento e não por “livramento” ou mesmo por culpa ou falta de coragem.

Muitas pessoas dizem sim para se livrarem de algo, de alguém ou de uma situação. Por medo ou por pressão, de um julgamento sem razão, o SIM que deveria libertar aprisiona.

Com esse SIM “torto”, você passa a ser refém de sua consciência, você passa a ser refém dos sem noção, dos folgados, dos abusados e dos mais fracos…

Sim, dos mais fracos, pois os fortes jamais usam de pontos fracos alheios para levarem vantagem, preferem “lutar” de igual pra igual!

Hoje tendo um filho pra criar, vejo que digo muito sim para ele (bebês são pura gostosura), mas vejo o tanto de nãos que digo primeiro…

Não põe na boca, não mexe aí, não sobe, não pode, não isso e não aquilo… Juro para vocês, os NÃOS estão fazendo ele evoluir, e muito!

Certamente não direi “sim filho, corre muito e se arrebente todo”, mas certamente direi “filho NÃO corra assim ou irá se machucar”. Óbvio que ele vai se machucar, assim como eu ou você fizemos, mas mesmo assim, a nossa consciência vai sempre estar limpa sabendo que o não deu base para entender um pouco melhor, ainda sem grandes julgamentos, era o melhor pra ele.

Aí você para e pensa… Eu cheguei até onde cheguei hoje ouvindo mais “SIMS” ou “NÃOS”?

Olhe para traz… O “não é chocolate” que sua mãe te disse te livrou de uma boa cilada de ter comido cocô…rs
Obrigada mãe rs, de coração!

O sim não precisa de justificativa, já o não sim…rs. Frase maluca essa, mas real.
O sim não te ensina a questionar… O não te ensina a argumentar!
O sim não te ensina a buscar… O não te ensina a buscar novos caminhos!
O sim faz você chegar ao objetivo rapidamente… O não te ensina a lutar por esses objetivos!
O sim te acomoda… O não te acorda!
O sim pode te deixar feliz hoje, mas pode te machucar lá na frente quando você buscar a base que não teve tempo de construir por queimar etapas que o NÃO poderia ter te proporcionado.

Pense em tudo isso!

Hoje, você que está aí morrendo de medo do NÃO que pode ouvir, largue a mão de bobagem e vá viver…

O não é só um não…
O não é a possibilidade de um sim melhor…
O não é movimento…
O não é garra…
O não é fortaleza…

O NÃO para os outros às vezes é o SIM que você precisa para VOCÊ!

Beijos no coração!

Juliana Brandileone.