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Relacionamento amoroso feliz é uma conquista sem competição

Celebrei recentemente 11 anos de relacionamento, com muita felicidade, sem nenhum exagero nessa expressão. É comum que pessoas que convivam conosco perguntem qual é o segredo para vivermos esse amor feliz. Sinceramente, não sei se existe um segredo ou uma receita porque cada pessoa é uma história, com suas expectativas, medos e sonhos. Não é fácil, mas é possível.

Reflito sobre tantos casos de relacionamentos que tenho ouvido ao longo de meus anos de pesquisadora. Pensei sobre o meu e o que ajuda a obter essa tão desejada felicidade. O que fica claro é que viver uma relação amorosa feliz é uma conquista obtida dia a dia. Não há competição porque não há – ou não deveria haver – perdedor. E nisto penso que a relação-amorosa-feliz, se aproxima do novo poder, o poder isonômico.

A conquista de uma relação-amorosa-feliz, pela minha experiência pessoal e que meus estudos me mostraram até agora está baseada justamente nisso: na isonomia, nos direitos iguais mesmo entre seres bastante diferentes.

Listo alguns pontos aos quais credito a minha relação-amorosa-feliz. O primeiro é o desejo profundo que a relação dê certo e isso ser maior do que nosso ego. A auto-importância torna-se menor. Sei que isso é contrário ao que temos lido por aí. Nas últimas décadas a crença de ame-se primeiro tem tomado conta de todo discurso de auto-ajuda. Ele é verdadeiro, porém, no caso de um relacionamento amoroso, o ceder, o deixar o ego de lado em prol do que é justo e correto para a relação, considero fundamental.

O segundo ponto na minha relação: não há vítimas. Ninguém se sacrifica. Amor a dois não implica em sacrifício, mas em dar e receber, ceder sob a ótica que consideramos justo. São trocas. Aliás, há muitos anos uma mestre querida me explicou isso: o amor não necessita de troca mas de doação. O relacionamento sim precisa de troca.

O terceiro ponto é que só estamos juntos porque essa relação nos faz feliz. Somos independentes, em todos os sentidos, menos na felicidade. O foco, portanto, é a felicidade, não meu marido, nem nossa relação. Mas para obter a minha felicidade preciso da relação amorosa com meu marido.

O quarto ponto tem a ver com o cuidado e o autoconhecimento. Para cuidar adequadamente precisamos nos conhecer e conhecer ao outro. Entendendo aqui que o autoconhecimento é parte da evolução.  Evoluir e se conhecer significa, para mim, ter maior capacidade de optar consciente o que traz tranquilidade, paz e felicidade. E isso aumenta nossa capacidade de amar.

Leia o texto na íntegra aqui.

Boa semana a todos.

Nany Bilate
Pesquisadora, pensadora e fundadora da Behavior, centro de estudos sobre valores e crenças sociais.
www.behavior.com.br/blog

Gestos e palavras: Estamos Realmente Atentos ao que nos Rodeia?

Abro meu computador pela manhã hoje e vejo um pequeno vídeo postado na fanpage do Mundo Mais Bellas (clique aqui).

Vídeo sobre atitudes possíveis no dia a dia, mas que nem sempre percebemos.

Em geral, vivemos ensimesmados, pensando em nós e em nossos próprios problemas.

Só posso enxergar a subjetividade do mundo, através dos meus olhos e da minha experiência, mas, muitas vezes nos deparamos com situações gritantes: um dia destes, estava esperando em uma esquina, a mudança do farol com a abertura para pedestre. Neste meio tempo, para do meu lado um homem cego com sua bengala. Pergunto se quer que o ajude a atravessar, e ele alegremente aceita e me agradece. Fiz um bem a ele? Certamente, mas também fiz um bem para mim, pois me senti alegre em ajudá-lo.

Toda vez que ajudo alguém, estou também fazendo um bem para mim. E quando falo ajudar, é apenas olhar, deter-me por um pequeno segundo e permitir um encontro de 2 pessoas: rápido, necessário e gratuito!

No video, que recomendo a todas, foi registrado a dubiedade entre aquilo que pensamos (palavras) e o que realmente fazemos (gestos).

Nossa cultura, vive impregnada de palavras. Palavras, as vezes vazias de conteúdos, que honre e legitime as palavras ditas!

E os gestos? Os movimentos em direção ao outro? Quando falo ao outro, incluo o planeta que vivemos, que precisa ser também cuidado, e com muito carinho. As relações também.

Palavras e gestos em conjunto… Recebemos o dom da expressão, da fala, e é preciso cuidar também do conteúdo do que se fala e faz.

Existem pessoas que nos encantam com suas palavras, mas precisamos também examinar os gestos e movimentos vindo de quem fala.

Falar é tão fácil…

Cuidemos para refletir sobre o conteúdo da fala. Muitas vezes, sem que percebamos, somos encantados com falas eloquentes e com apelo sentimental. Neste contexto, a dúvida é a melhor amiga, pois ela leva a reflexão, se estamos mesmo honrando nossa palavra e fazendo aquilo que é verdadeiro para cada um.

Quem ainda não assistiu o vídeo, recomendo. Trata de ações simples, corriqueiras, mas se não paramos 1 segundo para perceber, nada muda!

E cada um de nós, que através de  pequenos gestos somados, possamos levar a uma boa diferença!

Boa semana a todos!

Miriam Halpern
Psicologa e Psicanalista
mhalperng@gmail.com

A liberdade de ser mulher fora do padrão

A semana passada falei sobre a Escola de Princesas e o direito a equidade. Várias pessoas se manifestaram fazendo seus comentários, a maioria contra a escola. A questão é que como estamos em um período de transição de valores sociais – do modelo antigo mais padronizado para o modelo novo mais livre – há pessoas em cada lado da ponte. O ponto que trago esta semana para reflexão neste nosso espaço feminino é porque precisamos encaixar as pessoas em papéis e formatos, e especificamente neste caso, porque o fazemos com as meninas?

Durante séculos estamos lutando por mais liberdade de atuação, de expressão, de possibilidades de ir e vir, de ser. Todas queremos ser mais livres para poder viver o que consideramos nossa verdade sem tanta pressão social, sem tanta crítica. Conhecemos nossos valores e sabemos que um comportamento diferente não nos define como alguém que não é bom. Sabemos tudo isso mas ao mesmo tempo, nós também fazemos pressão social para que os modelos se perpetuem.

Queremos filhas com lacinho no cabelo, delicadas e doces… e se a alma dela não seguir esse modelo?  Ela vai deixar de ser mulher? Ou melhor, deixar de ser uma boa mulher? Deixar de ser um bom ser humano? Por outro lado, se nossa filha estiver se tornando uma mulher suave e recatada, ela é mais mulher porque é assim? Ou ela é menos?

Minha intenção é abrir espaço para uma reflexão mais profunda sobre o que significa para nós o feminino, o ser mulher, e porque esse significado precisa estar ligado às funções domésticas e jeitos delicados. Como disse no post da semana anterior, não há nenhum problema em executar e gostar de funções domésticas, a questão é porque isso deve estar ligado necessariamente – quase exclusivamente – a um gênero. Graças a uma amiga querida assisti ao vídeo abaixo que me ajudou a refletir sobre o direito de ser – a tão desejada equidade social.

Seria tão amoroso e libertador para esse feminino asfixiado por milênios, permitir que nossas filhas sejam livres para escolher as suas formas de expressão, cabendo a nós o cuidado para o façam com respeito e educação, sem agressividade. Afinal, poder ser quem se é, sem o risco de se sentir inadequado, só deixa a gente feliz e seres humanos felizes tornam tudo ao seu redor melhor. Não é mesmo?

https://www.youtube.com/watch?v=mKy-NF448SQ&feature=youtu.be

Pensem nisso e me digam o que acham!

Beijos e até a próxima!

Nany Bilate
Pesquisadora, pensadora e fundadora da Behavior, centro de estudos sobre valores e crenças sociais.
www.behavior.com.br