BUSQUE O ARTIGO

Moda, Beleza e Comportamento

Tag Archives:
fitness

Importância do período de recuperação e descanso depois do exercício físico

O corpo humano necessita de atividade física assim como necessita de descanso para que haja um perfeito funcionamento de suas funções vitais no decorrer dos anos de vida de cada indivíduo. É necessário que haja um equilíbrio entre desgaste e reposição para boa manutenção do estado físico e funcional do corpo.


Quando o corpo realiza qualquer função – seja física, fisiológica, ou mental – há um gasto energético para que isto ocorra. Ou seja, o nosso corpo utiliza um combustível chamado ATP (adenosina trifosfato) para qualquer ação que ele realiza. Esse gasto energético ocorre pela utilização da energia livre de um fosfato inorgânico liberado pela quebra do ATP, que posteriormente passa a se chamar ADP (adenosina difosfato), pois o ATP perde um fosfato, então para que esse ADP se restaure a forme outro ATP é necessário que o corpo humano disponha de substratos energéticos (fontes alimentícias) e repouso.

Os substratos energéticos são provenientes dos alimentos, ou dos suplementos, e são eles os carboidratos (glicose), as proteínas (aminoácidos) e os lipídeos ou gorduras (ácidos graxos)

Deve-se levar em consideração que o organismo tem duas fases distintas: o catabolismo (que é o consumo (gasto) de energia) e o anabolismo (que é a síntese (estoque) de energia), e quando estamos realizando uma atividade de qualquer natureza o evento que ocorre é o catabolismo, e quando estamos em repouso, no momento de descanso, ou durante o sono, o evento que ocorre é o anabolismo.

Sendo assim, enquanto treinamos não estamos ganhando nada, na verdade estamos perdendo, estamos catabolizando energia, destruindo nossas fibras musculares, gastando nossas reservas energéticas, estamos gerando estresse muscular para durante o repouso, ou período de recuperação, termos o momento do anabolismo, de recuperação dos substratos energéticos gastos durante a atividade física, e a reconstrução das fibras musculares lesionadas.

A fase de anabolismo é melhor aproveitada pelo organismo se houver uma dieta de supercompensação, ou seja, ao termino da atividade física até quatro horas após, deve-se ingerir carboidrato (ou hipercalórico) e proteína (ou aminoácido), que são respectivamente responsáveis pela restauração das reservas de ATP e reconstituição das fibras musculares.

O período de recuperação existe durante o treinamento diário, ou seja, entre as séries de um mesmo exercício e entre diferentes exercícios contidos em nosso programa de treinamento. Assim como também ocorre entre os diferentes dias de treinamento, onde podemos ter um período de recuperação de 24, 48, ou 72 horas, dependendo do tipo de treinamento prescrito para cada indivíduo.

Com o treinamento regular intenso e prolongado, sem um período de recuperação adequado, certos praticantes experimentam a síndrome de supertreinamento (overtraining), ou “fadiga”.

A condição de supertreinamento é mais que uma simples incapacidade temporária de treinar com a intensidade habitual ou de um ligeira queda no nível de desempenho durante o treinamento; pelo contrário, envolve uma fadiga mais crônica evidenciada tanto durante as sessões de exercícios quanto nos períodos subseqüentes de recuperação. Está associado também com um desempenho sistematicamente precário na realização dos exercícios, infecções freqüentes e um mal estar geral e falta de interesse no treinamento de alto nível. As lesões por uso excessivo também são mais freqüentes no estado de supertreinamento, assim como insônia, perda de peso, estado de humor perturbado, caracterizado por fadiga geral, depressão e irritabilidade.

Não se esqueça que o descanso faz parte do treino e deverá ser respeitado;

– Privilegie a hora de dormir

– Hidrate-se bem

– Alimente-se de comida verdadeira

– Ouça e respeite seu corpo, se ele está dando sinais de cansaço tire dois dias e descanse, treino seguintes serão muito mais produtivos.
Bons treinos!

 

Carla Simaes
Personal Trainer
Insta @csimaespersonaltrainer

 

Importância do glúteo médio na corrida e caminhada

Hoje em dia já se sabe que o fortalecimento dos glúteos não é só uma questão de estética feminina. 

O glúteo médio localizado na região lateral da anca, e tem um papel crucial como estabilizador da região pélvica na corrida e caminhada, principalmente na fase em que o membro inferior não realiza contacto com o solo. Quando este músculo está fraco, observa-se queda excessiva da anca durante a atividade podendo gerar alterações na biomecânica da coluna, anca, joelho, tíbia e pé. Em consequência disso, o atleta apresentará maior risco de desenvolver lesões.
 O glúteo médio é o único músculo responsável por manter o equilíbrio do movimento, todos os outros estão envolvidos absorvendo e gerando forças para que a passada se mova para frente. Músculos enfraquecidos não são eficientes, fazendo com que a energia gerada pelo impacto vá para as articulações, principalmente do quadril e joelho. A falta de preparo também impede a postura ideal, aumentando o gasto energético.

Normalmente o corredor não consegue associar a dor à falha do glúteo médio, pois as dores se manifestam em outras regiões.

No entanto, muitas vezes é difícil fortalecer este músculo sem também fortalecer um músculo chamado tensor da fáscia lata, que está localizada na direção da frente do quadril que quando excessivamente ativado  pode levar a uma  movimentação indesejada do quadril (rotação interna) que pode piorar quadros de dor no joelho, quadril, ou nas costas.

Se informe com o seu treinador e verifique que está treinando certo!!

Carla Simaes
Personal Trainer
Insta @csimaespersonaltrainer

Por que decidi me arriscar a correr a primeira maratona – O começo de tudo!

Bellas, tudo bem?

A partir de hoje vou contar um pouco da minha história para vocês, como comecei a correr e qual a preparação que estou iniciando para correr uma maratona em outubro/2017.

Qualquer dúvida, estou por aqui! Lembrando que não sou profissional da área, não sou nutri, não sou personal, sou formada em direito e hoje trabalho com marketing digital, ou seja, bem distante, né?

Vamos lá! Sempre fui gordinha, briguei com a balança e tentei fazer exercícios a vida toda. Depois da morte dos meus pais no final de 2012/início de 2013 eu engordei mais ainda e cheguei aos terríveis 3 dígitos na balança… Em outubro de 2014 eu fiz uma viagem com meu marido para os EUA e entendi que eu queria mesmo me cuidar! Entendi que levar uma vida de obesa era bem difícil, entendi que aguentar o ritmo acelerado das viagens que eu fazia eu não conseguia manter, entendi que estava muito, muito infeliz com meu corpo e tomei a decisão de mudar de vida!

Voltei para SP e coloquei o balão intragástico de 6 meses no final de novembro/14 e aí a minha vida começou a dar uma volta sensacional! Emagreci 14kg com o balão e depois que o tirei em maio/15, emagreci mais 6kg. Comecei a fazer ginástica quase todos os dias e aprendi que o meu corpo precisava do exercício, viciei!

No dia de treino me sinto mais disposta, menos ansiosa e com menos fome e isso é fantástico para uma pessoa que sempre descontou todas as emoções (boas ou ruins) na comida! No final de 2015 vi a inscrição para a corrida WRun em São Paulo e a distância me pareceu ok. O que me encantou mesmo e que me incentivou a fazer a inscrição foi o lindo kit com viseira, camiseta, saia/short e uma linda lancheira! Fiquei feliz com o kit e comprei!

Depois de comprar parei um pouco e pensei: já que eu tenho o kit porque não treino para correr os 4k (gíria de corredor, nunca falamos 4km e sim 4k) da prova? Falei com a minha super mega personal, aquela que te faz rir e chorar em segundos (mas ela vai ficar para um outro post) e ela disse que eu iria conseguir! Comecei correndo 1min e caminhando 2min, queria morrer, meu coração parecia que iria parar a qualquer minuto e que quando eu descesse da esteira as minhas pernas iriam se separar do meu corpo! Aguentei!

Depois de uns treinos ela me incentivou a correr aqui no nosso condomínio (sim, ela é minha vizinha do andar de cima!), só que tem uma subida (que hoje é bem pequena, mas naquela época me parecia o Everest em pessoa!). Corria a subida e caminhava a descida e lá fui eu! Treinei algumas vezes com a linda e querida filha dela, a Bruna, que por incrível que pareça é mais carrasca que a própria mãe, apesar de toda a sua doçura! Ela me incentivou muito!

No dia da corrida meu marido foi lá me dar força! Confesso que chorei ao abraça-lo no final do trajeto! E aliás choro toda a linha de chegada (de lá para cá já foram mais 8 corridas finalizadas!)

Depois disso comecei a correr 5k e me senti a Mulher Maravilha!

Passados uns meses e eu vi a inscrição para a outra corrida só de mulheres que tem em SP, a Vênus e lá estava outro desafio para mim 10k!!!!

Continuamos daqui a duas semanas?

Essa foto mostra o contraste entre os 3 dígitos e a minha primeira corrida realizada!

Beijinhos, Nara

Qual é a sua motivação?

Levantar cedo e ir para a academia, estrada, ou terminar um dia cheio de trabalho e colocar a roupa de treino em vez de ficar quente e confortável no sofá nem sempre e fácil; a nossa motivação vai tendo altos e baixos ao longo do ano, no entanto há algumas estratégias que podem nos ajudar a manter o foco e manter a continuidade dos treinos.

Motivação é o recurso psicológico que nos faz agir em direção a um objetivo desejado, o motivo da ação, o que dá um propósito e direção ao comportamento. Portanto, podemos afirmar que ninguém é motivado se não enxergar um porquê no que faz, ninguém se mantém focado, com a motivação em alta, em algo que não acredite que seja eficaz; este talvez seja um dos maiores problema da permanência das pessoas nos seus treinos: os resultados do treinamento físico não são imediatos, e o “sofrimento” das dores musculares e do cansaço acabam desanimando.

A motivação ligada à superação pessoal é algo intrínseco, ou seja vem de dentro para fora. Ninguém motiva ninguém, o que acontece é que em alguns casos, certas circunstâncias fazem- nos refletir e aumentar nossa potência de agir. Cada um de nós tem “gatilhos” que nos ajudam a aumentar a motivação, e descobrir qual é o seu é fundamental. Algumas pessoas se motivam com histórias, filmes e vídeos. Outros conversando com outras pessoas, outros só vendo os benefícios de tal prática. Como você melhora a motivação não importa, o que importa é que você encontre os motivos para continuar em frente, seja na vida, seja no seu treino.

A motivação funciona como uma musculação da mente. Existem três tipos de motivação, a que vem antes, durante e depois do treino.

Embora a motivação seja descrita como algo que acontece antes do comportamento, os resultados desse comportamento nos dão uma sensação de recompensa que nos faz querer repetir o mesmo comportamento mais e mais, tornando a motivação cíclica.

1º Tipo de Motivação – Imagem Corporal

Esse tipo de motivação não é muito difícil de conseguir. Na verdade, a nossa sociedade nos dá esse tipo de motivação o tempo todo. Não há um dia em que não vejamos numa revista, uma imagem de uma pessoa saudável, exibindo sua boa forma, mulheres com belas pernas e homens com músculos definidos.

2º Tipo de Motivação – Durante o treino

Muitas pessoas adoram treinar, sentem prazer em sentir os músculos se contraindo a cada repetição, e sabem que as recompensas virão, porém, conheço pessoas que odeiam treinar, não suportam nem a ideia. Algumas táticas podem ser usadas para aliviar esse “sofrimento”.

Ouça suas músicas favoritas
Treine com um amigo
Lembre-se de seus objetivos
Desafie você mesmo
3º Tipo de Motivação: Resultados

Se olhar no espelho depois do treino é sempre bom. Você vai sentir que realizou algo cada vez que fizer isso. O melhor jeito de medir os resultados é através da comparação. Tire suas medidas e selecione algumas fotos suas antes de começar a treinar. À medida que for avançando, tire novas fotos e veja suas medidas. Os resultados vão ser o melhor dos combustíveis para sua motivação.

Há algumas técnicas de motivação que podem ajudar a dar um Up quando você estiver pensando em fraquejar ou desistir, veja se alguma resulta com você:

1. Escreva seus objetivos num local que você vê todos os dias: Sabe aquela coisa de colocar algo que você deseja? Ela é muito eficiente com o treino físico também. Coloque uma imagem que te motive ou escreva o que você quer de verdade e coloque num local que você passe ou veja todos os dias, tipo a porta do guarda roupas ou o teto em cima da sua cama. Pode parecer besteira mas a visualização dos objetivos é um dos principais fatores motivacionais do ser humano.

2. Assista vídeos ou filmes de gente que superou suas dificuldades: Ninguém alcança grandes conquistas sem grandes dificuldades.  Acompanhar histórias de pessoas assim é uma excelente maneira de manter a motivação em alta.

3. Acompanhe canais de motivação

4. Tenha um parceiro de treino: nada melhor do que ter alguém que te puxe quando você está pra baixo não é? Um parceiro de treino é uma boa estratégia, ele te ajudará nos momentos de fraqueza.

Existem milhares de outras técnicas e todas elas tem efetividade em algumas pessoas. Mas lembre-se que você só se manterá motivado se enxergar o real motivo para tudo isso, caso contrário não existe técnica capaz de te manter focado e com a “potência de agir” nas alturas.

Descubra sua razão e corra atrás!

Carla Csimaens
Personal Trainer
@csimaenspersonaltrainer


 

Você está preparada para correr 10k?

Semana anterior falamos das dicas para correr 10k, e agora apresentamos uma sugestão de planilha de treino,  mas o ideal é sempre ter o acompanhamento de seu preparador físico, e seu médico deve ser sempre consultado, para ter certeza de que está tudo certo, ok?

Há várias planilhas e cada treinador tem a sua maneira própria de orientação, mas aqui segue um exemplo de planilha para quem pretender treinar para os 10 km:

Semana 1
Segunda-feira: descanso
Terça-feira: 4 km de corrida
Quarta-feira: treino alternativo
Quinta-feira: 3 km de corrida com pace de prova
Sexta-feira: descanso
Sábado: 4 km de corrida
Domingo: treino alternativo

Semana 2
Segunda-feira: descanso
Terça-feira: 4 km de corrida
Quarta-feira: treino alternativo
Quinta-feira: 4 km de corrida com pace de prova
Sexta-feira: descanso
Sábado: 5 km de corrida
Domingo: treino alternativo

Semana 3
Segunda-feira: descanso
Terça-feira: 5 km de corrida
Quarta-feira: treino alternativo
Quinta-feira: 5 km de corrida com pace de prova
Sexta-feira: descanso
Sábado: 5 km de corrida
Domingo: treino alternativo

Semana 4
Segunda-feira: descanso
Terça-feira: 5 km de corrida
Quarta-feira: treino alternativo
Quinta-feira: 4 km de corrida com pace de prova
Sexta-feira: descanso
Sábado: 7 km de corrida
Domingo: treino alternativo

Semana 5
Segunda-feira: descanso
Terça-feira: 5 km de corrida
Quarta-feira: treino alternativo
Quinta-feira: 4 km de corrida com pace de prova
Sexta-feira: descanso
Sábado: 6 km de corrida
Domingo: treino alternativo

Semana 6
Segunda-feira: descanso
Terça-feira: 6 km de corrida
Quarta-feira: treino alternativo
Quinta-feira: 6 km de corrida com pace de prova
Sexta-feira: descanso
Sábado: 8 km de corrida
Domingo: treino alternativo

Semana 7
Segunda-feira: descanso
Terça-feira: 6 km de corrida
Quarta-feira: treino alternativo
Quinta-feira: 5 km de corrida com pace de prova
Sexta-feira: descanso
Sábado: 10 km de corrida
Domingo: treino alternativo

Semana 8
Segunda-feira: descanso
Terça-feira 5 km de corrida
Quarta-feira: treino alternativo ou descanso
Quinta-feira: 5 km de corrida
Sexta-feira: descanso
Sábado: descanso
Domingo: prova de 10 km

Bons treinos e boas corridas!

Carla Csimaens
Personal Trainer
@csimaenspersonaltrainer

Já está correndo 5k e quer partir para os 10k?

Você já está confortável correndo 5km, tem treinando e cuidado da sua alimentação, já está mais confiante e chegou a hora de ir mais longe? O desafio de dobrar a distância é possível, além de ser extremamente positivo no que diz respeito ao ganho de performance, condicionamento físico e motivação.

A passagem para os 10 km, assim como todo o processo que leve a gastos energéticos maiores, exige cuidados específicos para garantir bons resultados. Treinos de força devem começar a fazer parte da rotina pelo menos duas vezes por semana.

Não basta estar pronta para chegar à primeira prova: o importante é conseguir se manter na distância durante pelo menos seis meses, sempre alcançando melhores marcas. Outro ingrediente fundamental é a motivação, manter objetivos alcançáveis e concretos ajudam na manutenção do foco; fazendo os primeiros 10km, o objetivo será manter essa distância e ir melhorando o tempo da corrida. Para que os 10kms fiquem confortáveis é essencial aumentar o volume de treino, quatro dias na semana intercalando com treino de fortalecimento muscular. A alimentação também deverá sofrer algumas modificações, porções um pouco maiores e com o incremento de carboidratos integrais.

Outro ponto de extrema importância é evitar lesões. Aqui a receita será o seguimento de uma planilha que leve em conta as suas particularidades. Exercícios de fortalecimento muscular ajudam mas é necessário ter um planejamento e respeitar os limites e o descanso.

Com duas sessões de musculação por semana (em dias alternados à corrida), o corredor consegue fortalecer os músculos envolvidos na corrida, melhorando a performance e evitando lesões. Uma dica de exercício é o agachamento livre, excelente para os músculos das coxas e glúteos, mas lembre-se: toda atividade física deve ser realizada após avaliação médica e com a devida orientação de profissional formado.

Ter uma boa alimentação é fundamental para obter um rendimento correto na corrida. Um aliado do corredor é a proteína, composto orgânico que deve ser ingerido diariamente, através de fontes animais e vegetais . As proteínas também ajudam na reposição das reservas de glicogênio nos músculos e no fígado, que são bastante utilizadas durante a atividade física. Esta ingestão deve estar associada à ingestão de carboidratos. A associação de carboidratos e proteínas é muito importante para a recuperação do treino, para repor as reservas de glicogênio muscular e aminoácidos essenciais.

Se por acaso ao longo de um treino voce sentir sua panturrilha ficar muito dolorida ou que ela está dura como uma pedra  pare e alongue, isso pode ser um aviso de que seus músculos estão em processo de fadiga. Antes de entrar em pânico, é importante ter noção do tamanho do problema, que pode ir de um simples desconforto – devido a um treino mais pesado – a um indicativo de lesão.  Toda vez que você dá um estímulo mais forte ao seu corpo, o normal é que apos  24/ 48 horas o músculo fique bastante dolorido. Quando voltar a fazer a mesma atividade, se sentir desconforto normal, é só cansaço; Se percebe que não consegue fazer nem dois minutos, aí o problema pode ser mais sério. O importante é não forçar seus músculos e ficar atento e perceber os sinais que seu corpo está te passando.

Uma das principais dificuldades desta transição de quilometragem está na adaptação do corpo ao aumento do volume.  A evolução fisiológica do indivíduo, considerando a sua adaptação às novas cargas, são sempre uma incógnita para cada pessoa, por isso essa evolução no volume de treino deve ser feita com cuidado, pois pode gerar contusões e frustrações no atleta. O aumento na distância gera uma modificação natural na técnica de movimento. A ação fisiológica do novo desafio leva a exigência de uma adaptação muscular, por conta do tempo de execução. Essa adaptação deverá ser treinada com os treinos de forma evolutiva. O volume semanal do treinamento deverá subir em pelo menos 10%, fazendo isso gradativamente a cada semana.
 
Seguem algumas Dicas para evoluir de forma confortável e sem lesões:
Não tenha pressa – Para conquistar os 10 km e atingir o objetivo, é preciso preparação, tanto física, como psicológica; as mudanças e os novos desafios geram um pouco de nervosismo, mas fique tranquilo e encare o desafio sem ansiedade.
Respeite seu treino – Não exagere, nem faça mais além do que está na sua planilha. Respeite seu corpo e as adaptações do organismo. Caso haja qualquer desgaste excessivo, comunique ao seu treinador ou passe a dedicar mais tempo ao descanso.
 Aumente a qualidade – Melhorar os tiros de resistência, os treinos ritmados e os exercícios educativos são uma ótima aposta. Treinar variações em subidas e fazer um bom reforço muscular também é essencial; e não se esqueça da alimentação, nessa mudança a ansiedade pode fazer sua dieta sair do convencional, fique atento e esperto.
Semana que vem trarei uma sugestão de planilha de treinos de 8 semanas!

Bons treinos e boa corrida!

Carla Csimaens
Personal Trainer
@csimaenspersonaltrainer