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Coisas da Vida de todas nós

Domingo…

Dando uma volta em meu facebook, vejo uma enquete sobre idade de maternidade.

Começo a lembrar de quando fui mãe pela primeira vez: tinha 21 anos, e era um sonho. Lembrei-me que aos 15, já sonhava em ter minha família.

Ter um bebê, deixar de ser filha para ser mãe! Ter meu bebê em meus braços foi uma realização.

Ir pra casa, com aquele pacotinho de gente, que orgulho!

Mas logo começa a confusão! O bebê chora, faz cocô, trocar fralda, soluça, tem fome… Isto não estava nos livros!

Será que não estava ou eu que não queria acreditar, afinal, meu bebê era uma jóia querida. E certamente não teria nada disto: cólicas, fome, vômitos… nos meus sonhos meu bebê seria perfeito!!!!!!!!!

Mas o bebe tem seus horários, suas vontades e sua personalidade.

E ai? O que faço com todos os meus sonhos e planos?

CHOQUE!!!!!!!!! A realidade é bem outra. O bebê chora a noite, quer mamar… mas será que ele não entende que estou cansada? Com sono? Que dificuldade…. Mais ainda por ter sido mãe tão jovenzinha…

Neste último domingo, o primeiro de um friozinho gostoso, estamos em casa, e recebo meus 2 filhos e suas esposas para almoçar. A netinha vem também, é claro.

Estamos todos conversando na sala, quando o “bebê” do qual falo acima, chega sem avisar! A família está completa!

Este entra e sai em casa, me faz ver que valeu a pena as noites mal dormidas, as cólicas e o cansaço!

Portanto eu digo: Meninas não desistam! Vale a pena!

Afinal, filho é pra vida inteira, felizmente!

 

Miriam Halpern
Psicologa e psicanalista
mhalperng@gmail.com

As mulheres do saber

Esta semana minha homenagem pelo mês das mulheres vai para aquelas que não param de aprender coisas e temas novos. Frequento cursos, palestras e grupos de estudo há muitos anos, dos mais variados temas, e a presença feminina é maioria, quando não absoluta. Esse desejo de compreender e de saber, de atender a curiosidade que instiga e leva longe, pertence, pelo menos neste século, às mulheres.

Vai em exposições de arte, verá mais mulheres, vai nos cursos livres de história, filosofia, cursos de pós graduação e até graduação das matérias mais diversas, verá mais mulheres. Vai em cursos de degustação de vinho, mulheres. Não importa o assunto, elas estão em todos os lugares disponíveis, ávidas por saber e com isso ampliando repertório e habilidades. Alguns podem comentar que elas tem mais tempo para se dedicar a isso. Sinceramente? Não creio que seja esse o motivo; como sabemos muitas mulheres fazem jornada dupla de trabalho, muitas poderiam estar se dedicando a outro tipo de diversão e lazer – porque sim, o saber para estas mulheres, é uma forma de diversão e lazer. A questão é o que interessa para elas.

Essas mulheres já perceberam o gosto que o saber traz. O saber expande a alma e muda a perspectiva de vida para algo maior. Nos ajuda a relativizar as coisas. Ajuda a tornar os problemas cotidianos menores. Quando vivemos num ambiente reduzido tudo fica maior porque a lupa está muito próxima. As fronteiras estão ao lado, tornando o que está ali, no meio, grande e importante. Por outro lado, quando ampliamos nossa visão de mundo nossas questões pessoais mudam de tamanho, ficando menores dentro do todo. Sabe aquela amiga que sempre está atenta ao que todos fazem e fala o tempo inteiro sobre a vida dos outros? Se ela dedicasse mais tempo a aprender coisas novas, estudar, ela teria menos interesse – e tempo – para falar sobre o que acontece no microcosmo dela.  São tão pequenas as fronteiras de seu microcosmo que falta assunto.

O que me chama prazerosamente a atenção dessas mulheres ávidas por saber é como elas conseguem fazer trocas gostosas com amigas. Como conseguem conversar em praticamente todas as rodas. Como estão inteiradas e bem informadas sobre o que se passa no mundo. Tomar um café com elas é um presente, tamanha a diversidade de assuntos que podem ser tratados. Sempre tem uma novidade. Sempre tem uma informação que melhora teu repertório.

São mulheres despertas, como chamo as pessoas que estão “acordadas” para a vida, mulheres especiais. A tia divertida que vai, com suas histórias, despertando a curiosidade dos sobrinhos; a mãe interessante que abre horizontes para os filhos evoluírem por novos caminhos. Felizes são as pessoas quem, como eu, contam com várias delas ao redor. Sem elas o mundo continuaria sendo pequeno e estreito como uma aldeia medieval.

Nany Bilate
www.behavior.com.br/blog