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Mulheres maravilhosas na terceira idade

Hoje é fácil encontrar mulheres acima de 60 anos bonitas, bem cuidadas, com boa saúde e disposição. Boa parte das que conheço viveu (algumas ainda vivem) o mundo corporativo com intensidade. Elas pertencem às primeiras gerações de mulheres que subiram na hierarquia corporativa tendo que abrir espaço com muito esforço num mundo masculino duro e fechado. Muito mais do que é hoje em dia.

Por conta disso, se por um lado, algumas se tornaram um pouco mandonas e com pouca paciência para joguinhos nos relacionamentos, por outro lado, são mulheres de cabeça aberta, disponíveis para novidades e explorar novos territórios, o que as torna ótimas e interessantes companhias. Sempre fico impressionada com a capacidade energética que possuem para realizar uma quantidade assombrosa de atividades.

Com menos pressão, e algumas com a vida ganha, o mundo após os 60 poderia ser um mar de rosas mas o que tenho notado é que costuma não ser (e antes de que alguém levante a mão: óbvio que há excessões). A primeira questão que percebo é que várias delas andam só embora desejassem estar com alguém. São mulheres com dificuldade em arrumar uma companhia masculina à altura delas. Percebo um certo desalinhamento de expectativa de vida entre homens e mulheres, especialmente nessa geração. É como se os homens de mais de 60 quissessem ficar mais calmos e quietos… mais rotineiros talvez.

A segunda questão que tenho notado trata de casais compostos por estas mulheres e seus companheiros que, por algum motivo, não conseguem chegar tão bem dispostos e cuidados na terceira idade. Normalmente mais negligenciados nos cuidados físicos, além da impiedosa e exuberante barriga, eles enfrentam diversos problemas de saúde que lhes restringe as oportunidades de viver uma aposentadoria mais leve e livre.

Assim, várias dessas mulheres, ao invés de estarem desfrutando a vida, teminam dedicando parte dela cuidando de maridos da mesma faixa etária como se fossem idosos 20 anos mais velhos. Claro que não me refiro àqueles que sofreram uma doença inesperada que lhes limitou a qualidade de vida, mas daqueles homens que por descuido mesmo carregam hoje uma terceira idade cheia de limitações e dificuldades. Isso me faz refletir como o cuidado com nosso corpo é uma questão de amor por nós e pelos seres que mais amamos.

Olhando para essas mulheres penso como a vida não foi fácil para elas, como elas tiveram que quebrar tantos paradigmas, liberando o caminho para as que viemos atrás; e como, em alguns casos, a vida continua sendo difícil. Neste mês da mulher, é com elas que começo a homenagem do tipo de mulheres especiais que tenho encontrado nos meus estudos e que nos servem de exemplo e inspiração: as maravilhosas mulheres da terceira idade.

Nany Bilate
www.behavior.com.br/blog

 Quem é o dono do seu corpo???

 

Vivemos numa sociedade onde a imagem é importante. Só que esta imagem é externamente produzida.

Estamos o tempo todo sob intensa manipulação de idéias e costumes.

Preocupadas com as calorias, proteínas, cremes, estamos sempre sujeitos a qual imagem projeto.

Será que somos todas feias e gordas? Ou estamos submetidas a uma tirania onde a insatisfação leva a um perseguir de um corpo perfeito, o que traz a busca e consequentemente um consumo de comidas apropriadas, cremes embelezadores, ou ainda lipoaspiração invasiva e perigosa?

Então, quem é dono do próprio corpo? O Selfie? A Revista de Beleza? A internet? O corpo do outro? De quem é a decisão final?

O que é mais importante: como me vejo, ou a imagem que acredito que emana de mim? Quantas vezes preciso perguntar se estou bem, pois não confio em meu próprio olhar?

Tentar produzir uma eficiência, uma beleza industrializada, ou seja, estamos submetidas aos padrões da indústria que nos oprime, e impede de viver uma vida alegre e satisfatória.

Somos bombardeados o tempo todo por fotos e notícias.

Meu corpo é minha casa. Por acaso deixo qualquer um entrar em minha casa, em minha vida?

Por que então vou aceitar e deixar entrar por meus ouvidos e olhos, qualquer intruso, e aceitar o “assalto” daquilo que poderia ser melhor para mim? Por que temos de acreditar que alguém sabe o que é melhor, ou aquilo que faz sentido em minha vida? Afinal os olhos são a janela da alma…

Piadinhas no whatsapp e redes sociais sobre o peso após o réveillon, proliferam…

Que tal esta frase: “dia 1 atrasar a balança 5 kg”…

Fala sério!!!!!! O corpo é meu, e de fato devo ser responsável por aquilo que coloco dentro dele, e não ficar sempre aflita e ter “medo” da comida, como se ela fosse minha inimiga.

Existe um prazer em comer, que está sendo esquecido. Certo?

O horror é viver tiranizado por uma sociedade de consumo como a nossa, onde estamos imersos em estímulos para comer (propaganda), ao mesmo tempo que as mulheres bonitas e magras (que podem ser assim por Photoshop) são associadas a serem amadas e bem sucedidas.

Tudo isso é um contrassenso! Uma ambiguidade enlouquecedora.

Para o ano novo desejo que sejamos felizes com o corpo que temos. Com o tamanho que podemos ter e ser a cada momento da vida, e deixar as estereotipias na gaveta!

Vamos amar melhor nossa casa/corpo e voltar a ser donas de nós mesmas?

Fica aqui o desafio!

“Nunca te diminuas para caberes no mundo de alguém. Se não houver espaço para ti, não insistas. Quem te quiser de verdade na sua vida, fará tudo para que tu caibas, de forma inteira sem que tu precises de te diminuir”. –  Jô Soares

Beijos,

Miriam Halpern
mhalperng@gmail.com