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Você está preparada para correr 10k?

Semana anterior falamos das dicas para correr 10k, e agora apresentamos uma sugestão de planilha de treino,  mas o ideal é sempre ter o acompanhamento de seu preparador físico, e seu médico deve ser sempre consultado, para ter certeza de que está tudo certo, ok?

Há várias planilhas e cada treinador tem a sua maneira própria de orientação, mas aqui segue um exemplo de planilha para quem pretender treinar para os 10 km:

Semana 1
Segunda-feira: descanso
Terça-feira: 4 km de corrida
Quarta-feira: treino alternativo
Quinta-feira: 3 km de corrida com pace de prova
Sexta-feira: descanso
Sábado: 4 km de corrida
Domingo: treino alternativo

Semana 2
Segunda-feira: descanso
Terça-feira: 4 km de corrida
Quarta-feira: treino alternativo
Quinta-feira: 4 km de corrida com pace de prova
Sexta-feira: descanso
Sábado: 5 km de corrida
Domingo: treino alternativo

Semana 3
Segunda-feira: descanso
Terça-feira: 5 km de corrida
Quarta-feira: treino alternativo
Quinta-feira: 5 km de corrida com pace de prova
Sexta-feira: descanso
Sábado: 5 km de corrida
Domingo: treino alternativo

Semana 4
Segunda-feira: descanso
Terça-feira: 5 km de corrida
Quarta-feira: treino alternativo
Quinta-feira: 4 km de corrida com pace de prova
Sexta-feira: descanso
Sábado: 7 km de corrida
Domingo: treino alternativo

Semana 5
Segunda-feira: descanso
Terça-feira: 5 km de corrida
Quarta-feira: treino alternativo
Quinta-feira: 4 km de corrida com pace de prova
Sexta-feira: descanso
Sábado: 6 km de corrida
Domingo: treino alternativo

Semana 6
Segunda-feira: descanso
Terça-feira: 6 km de corrida
Quarta-feira: treino alternativo
Quinta-feira: 6 km de corrida com pace de prova
Sexta-feira: descanso
Sábado: 8 km de corrida
Domingo: treino alternativo

Semana 7
Segunda-feira: descanso
Terça-feira: 6 km de corrida
Quarta-feira: treino alternativo
Quinta-feira: 5 km de corrida com pace de prova
Sexta-feira: descanso
Sábado: 10 km de corrida
Domingo: treino alternativo

Semana 8
Segunda-feira: descanso
Terça-feira 5 km de corrida
Quarta-feira: treino alternativo ou descanso
Quinta-feira: 5 km de corrida
Sexta-feira: descanso
Sábado: descanso
Domingo: prova de 10 km

Bons treinos e boas corridas!

Carla Csimaens
Personal Trainer
@csimaenspersonaltrainer

Vamos correr?

O trajeto de 5 quilômetros representa a primeira marca a ser alcançada por aspirantes a corredores.

Realizar uma corrida de 5 km significa desenvolver, principalmente, resistência aeróbia para correr por 35 /40 minutos em média, num ritmo moderado. O treinamento exige uma série de adaptações hormonais, musculoesqueléticas, cardiovasculares e neuromusculares. Por esta razão, é importante considerar que manter 35 minutos de corrida não é uma tarefa fácil para um sedentário, ainda mais se houver quadro de sobrepeso ou obesidade envolvido.

Para aqueles que já praticam alguma atividade física o tempo de adaptação será menor mas ainda assim, por conta da especificidade do esporte, o período médio de preparo deverá ser 3 meses. Neste intervalo, o corredor iniciante precisa ter em atenção algumas variáveis do treinamento como o volume, intensidade e densidade.

O termo volume representa a duração, distância ou as repetições de uma mesma série de treino. O volume é o tempo total do trabalho realizado no treinamento e no total de treinos durante a semana/mês ou ano.

A intensidade representa o trabalho que o indivíduo realiza por unidade de tempo. O trabalho feito pelo indivíduo pode variar de acordo com a carga (volume), velocidade da corrida, variações nos intervalos de recuperação e esforço psicológico. Quanto mais trabalho num intervalo de tempo, maior a intensidade.

A densidade está relacionada com a frequência de treino e os intervalos entre estímulo e recuperação. Uma densidade apropriada garante o sucesso de um treinamento. Para iniciantes, o treino deve priorizar o aumento gradativo de volume com intensidades leves a moderadas e frequência mínima de 2 vezes por semana, inicialmente. De acordo com alguns autores, o volume semanal para iniciantes deve ficar entre 15 e 20 km, intermediários entre 30 e 40 km e avançados entre 35 a 50 km, distribuídos entre 3 ou 5 sessões de treinamento.

Para começar a correr as sessões de treino deveriam abranger percursos aproximados de 5 km por treino, no entanto nas primeiras sessões devemos priorizar o tempo da sessão de treino em vez da quilometragem Sessões de 40, 45 minutos já são suficientes para causar adaptações importantes mesmo que não se percorra 5 km. Com o treinamento será possível aumentar a distância percorrida no mesmo intervalo de tempo.

Que tipo de treino fazer?

O treinamento intervalado é o melhor treino para iniciantes; nele são intercalados momentos de intensidade moderada (corrida) com intensidades leves (caminhadas). Dessa forma, a corrida promove estímulos que produzem modificações no corpo e a caminhada representa o momento de recuperação para novos estímulos. Nesse tipo de treino é possível manter um tempo total de exercício razoável (40/45 min) sem que a exaustão seja grande.

Exemplo básico de treinamento intervalado
-Parte inicial: 10 minutos de movimentos para aquecimento e caminhada.
-Parte principal: 30 minutos divididos em 6 séries de 5 minutos. Em cada série de 5 minutos, você corre 2 minutos com intensidade leve e caminha 3 minutos.
-Parte final: caminhada por 5 minutos.

Nesse formato, o tempo de corrida pode aumentar de 30 a 60 segundos por treino, sempre mantendo a caminhada de 2 minutos no mínimo para intervalo. Quando for possível correr 10 minutos na sequência, tente fazer duas séries de 15 minutos de corrida com 5 minutos de intervalo entre as duas séries. A intensidade deve ser confortável, na qual seja possível conversar com alguém. Somente após ser possível correr em torno de 30 minutos é que melhorar o ritmo de corrida pode ser importante.

De modo geral, 1 km pode ser percorrido confortavelmente entre 6 e 8 minutos; esse tempo pode ajudar na orientação quando a corrida é feita em parques nos quais não existe indicação de marcação.

A fase inicial de treinamento deve ser feita com paciência e com cuidado, a fim de evitar lesões pois nesta fase as  articulações e metabolismo não estão ainda preparados  para grandes esforços. A caminhada de duas semanas é muito importante para quem não pratica nenhuma atividade aeróbia, assim como manter intervalos de descanso entre as sessões de treino. Comece com 2 vezes por semana no primeiro mês, depois evolua para três vezes. Assim, em 3 meses 5 km será uma distância alcançada com facilidade, segurança e satisfação.

Bons treinos e boa corrida!

Carla Csimaens
Personal Trainer
@csimaenspersonaltrainer

Treino de força para mulheres pode ou deve?

Olá Bella,

Você tem medo de fazer musculação e ficar feia? Neste primeiro post vou desmistificar essa ideia que muitas pessoas tem a respeito da treinamento de força, afinal de contas, independente do seu objetivo ele é necessário em qualquer treino!

Além da melhoria na composição corporal (perda de massa gorda e aumento de massa magra), o treino de força vai permitir:

i) Aumentar a remodelação óssea, ou seja, você vai ficar com os ossos mais fortes e reduzir o risco de osteoporose;

ii) Fortalecer o tecido conjuntivo, isto é, você vai aumentar a estabilidade das suas articulações e reduzir o risco de lesão;

iii) Aumentar a força funcional para as atividades que gosta de praticar ou para as atividades do seu dia-a-dia;

iv) Aumentar a auto-estima e confiança. Um corpo mais forte vai tornar a sua mente mais forte e imparável!;

v) Combater os efeitos da síndrome metabólica e de outras doenças crônicas comuns nos dias de hoje como as doenças cardiovasculares, diabetes tipo II, cancêr, fibromialgia, artrite reumatóide e Alzheimer, e

vi) Aumentar a longevidade de forma saudável, o treino de força vai potencializar a liberação de hormônios anabólicos que têm um papel importante na regeneração dos tecidos e no anti-aging.

Vou ficar como o Arnold Scwarzenegger?

As mulheres têm características fisiológicas diferentes dos homens e é por este motivo que as mulheres têm maior dificuldade em ganhar músculo que os homens. A não ser que se recorra a hormônios e/ou a esteróides anabolizantes, é muito pouco provável que as mulheres fiquem parecidas aos homens, porque:

i) Diferenças nas fibras musculares 

Apesar das mulheres terem os diferentes tipos de fibras musculares que os homens têm (fibras de contração rápida e fibras de contração lenta), a quantidade de fibras musculares que elas têm e o tamanho das mesmas é menor que nos homens.

ii) Diferenças na força e potência

A média da força corporal total de uma mulher corresponde a cerca de 60% da média da força corporal total num homem. A média da força da parte superior do tronco das mulheres anda entre os 25 a 55%, quando comparada com os homens. Em relação à força da parte inferior do corpo, parece que é aqui que as mulheres são mais fortes em termos relativos, já que as médias apontam para um valor de 70-75% em relação aos homens. Portanto, não é de estranhar que a maioria das mulheres tenha maior dificuldade em levantar pesos com os braços e com a parte superior do corpo (exemplos: flexões e elevações) do que com as pernas e com a parte inferior do corpo (exemplos: agachamentos e lunges).

iii) Diferenças nas concentrações hormonais 

A diferença mais óbvia nos mecanismos que determinam as adaptações ao treino dos homens e das mulheres é o hormônio  masculino, a testosterona. Tanto os homens como as mulheres produzem testosterona, a diferença é que as concentrações de testosterona nos homens são 10 a 20 vezes superiores aos níveis de testosterona das mulheres! Parece que as mulheres dependem mais da secreção pituitária do hormônio do crescimento e de outros fatores de crescimento para ajudar a mediar as mudanças no músculo, ossos e tecido conjuntivo.

Bons treinos!

Carla Csimaens

Personal Trainer

@csimaenspersonaltrainer