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Corrigir desvios posturais e de lateralidade com musculação

Parte das pessoas que entram para academia vêm com alguns problemas de coluna, dores nas costas e força diferenciada dos lados do corpo. Os problemas vão desde os mais simples até os mais complexos. O fato é que a maioria deposita esperança de que a academia vai resolver tudo. Em alguns casos até pode resolver, mas é muito importante passar por uma avaliação funcional.

Os problemas mais comuns são as escolioses, lordoses e as cifoses, e o primeiro passo é avaliar o grau e tipo da patologia, além do quanto esses problemas interferem nas atividades funcionais e na vida da pessoa. A maioria é tratável, pois as causas podem estar em posturas inadequadas por muito tempo. O corpo funciona de forma integrada, e se um desvio funcional ocorre, o lado oposto sofre adaptações e compensações, levando desde casos simples até problemas que dificultam o dia a dia das pessoas.

Em casos mais complexos, a academia não irá resolver essa situação de forma separada; um trabalho de força associado à fisioterapia pode ajudar bastante. Esse trabalho poderá usar diversas técnicas desde a osteopatia, RPG e pilates.

Os desvios e/ou diferencial de força laterais do corpo estão quase sempre relacionados a desequilíbrios  estrutural e/ou funcional. Fazendo um reforço muscular balanceado e adequado às necessidades corporais do indivíduos, muitos desequilíbrios posturais, dores e desconfortos associados poderão desaparecer.

Bons treinos e boa semana!

Carla Simaes
Personal Trainer
Insta @csimaespersonaltrainer

As reguladoras de moral

Esta semana assisti ao filme The End que no Brasil foi lançado como Histórias Cruzadas; o filme conta a história de empregadas negras com suas patroas brancas num Estados Unidos que debatia fortemente a questão racial com Martin Luther King indo para as ruas e promovendo rupturas na cultura regente.

O filme se foca nos personagens femininos e oferece estereótipos bem marcados da mocinha e da vilã. Embora acredite que nenhum ser humano seja só sombra nem só luz, neste caso facilita o ponto que desejo trazer para reflexão esta semana: as mulheres como reguladoras da moral familiar e social.

O magistério caiu nas mãos das mulheres no final do século XIX e foi se consolidando ao longo do século XX. A responsabilidade do papel social em ser quem orienta e ensina – algo que não existia antes do século XIX – facilitou a criação da crença que a mulher é uma das zeladoras da moral regente no lar e na sociedade no século XX. Crença que ainda exerce seu poder em nós.

Ser a zeladora da moral é um dos fatores para que em algumas sociedades a ‘boa’ mulher seja aquela que é rígida, séria, focada em controlar e orientar. A questão de ser a que orienta não é o problema, muito pelo contrário, embora acredito que seja dever do casal fazer esse autocontrole; mas a questão maior é quando isso se faz de forma rígida e existe uma prontidão para o julgamento.

Ninguém é perfeito e num mundo cada vez mais complexo, onde diversas variáveis precisam ser levadas em consideração, para poder fazer algum tipo de avaliação sobre uma situação ou sobre alguém, é necessário ter a flexibilidade e abertura para entender que existem outras verdades e realidades. Que não é uma questão de estar certas ou erradas, mas de entender que neste mundo em transição o que serve para mim e para minha família, pode não servir para outra, tão boa como a minha minha. Se tivermos esta postura, poderemos continuar ajudando a manter a moral que desejamos para nossa família, sem nos tornarmos as mulheres rígidas e preconceituosas que vemos no filme Histórias Cruzadas.

Nany Bilate
Pesquisadora, pensadora e fundadora da Behavior, centro de estudos sobre valores e crenças sociais.
www.behavior.com.br

Evite lesões por esforço e e movimentos repetitivos

Hoje em dia passamos tanto tempo no computador, celular e outros aparelhos que as lesões devido a movimentos repetitivos tem aumentado de forma exponencial. Ao realizar algumas atividades com movimento repetitivo ou com postura inadequada, podem ocorrer lesões, como inflamação e irritação nos nossos tendões, músculos, articulações e juntas. São as chamadas Lesões por Esforços Repetitivos – LER – também conhecidas como Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho – DORT.

Os sintomas podem ser tão fortes que podem inutilizar o indivíduo para o trabalho. O tratamento é demorado e envolve remédios e fisioterapia, por isso o ideal é prevenir.

Forma mais eficiente de prevenção é levar uma vida saudável e praticar exercícios regularmente, no mínimo 3 vezes por semana de forma a alongar o corpo e fortalecer os músculos.

Outra forma de prevenção é através da realização de alguns exercícios de relaxamento muscular que podem e devem ser realizados nos intervalos do trabalho.

Pescoço e ombros
– Mexa lentamente a cabeça para cima, para baixo e para os lados, sempre com os ombros relaxados. Não gire a cabeça para trás, pois pode pressionar os nervos.

– Levante os ombros ao mesmo tempo em que você inspira fundo. Ao expirar, solte os ombros. Repita o exercício 3 vezes.

– Gire os ombros para frente e para trás. Repita o exercício 3 vezes para cada direção.

– Incline a cabeça para a direita com a ajuda da mão. Mantenha a posição por 18 segundos e faça o mesmo exercício para a esquerda. Repita 3 vezes de cada lado.

Antebraço, mãos e dedos
– Relaxe os ombros. Com os dedos para cima estique o braço e com a outra mão puxe os dedos em direção ao seu corpo. Em seguida, com o braço ainda esticado, abaixe os dedos e puxe essa mão em direção ao seu corpo. Mantenha cada posição por 20 segundos. Repita cada exercício 3 vezes em cada braço.

– Levante a mão, relaxe os dedos e gire o punho no sentido horário e depois ao contrário.

– Junte as mãos na altura do peito e empurre os dedos de uma mão contra os da outra mão, por 20 segundos.

– Entrelace as mãos e faça ondas. Em seguida, gire os polegares para frente e para trás. Por último, estique os dedos de cada mão alternadamente. Repita cada exercício 3 vezes.

Braços
– Estique o braço esquerdo para cima e dobre o cotovelo de uma forma que a mão encoste nas costas. Puxe o cotovelo para trás com a outra mão. Fixe a posição por 20 segundos. Faça o exercício 3 vezes em cada braço.

– Com o corpo reto e os ombros relaxados, entrelace as mãos atrás do seu corpo e afaste os braços devagar, sem forçar demais. Mantenha por 20 segundos e repita o exercício 3 vezes.

– Entrelace as mãos e, com as palmas viradas para cima, levante os braços. Mantenha a posição por 20 segundos.

Troncos e costas
– Para alongar a lateral do tronco puxe o braço, pelo punho, sobre a cabeça e incline o corpo para aquele lado. Mantenha a posição por 20 minutos e repita 3 vezes o exercício de cada lado.

– Sentado, com a coluna reta, segure o joelho esquerdo com a mão direita e gire o tronco para a esquerda até conseguir olhar para trás. Mantenha a posição por 20 segundos e repita o exercício 3 vezes de cada lado.

– Sentado, curve-se para tentar encostar as mãos nos pés. Mantenha a posição por 20 segundos e depois se levante devagar.

Membros inferiores
– Apoiado com a mão direita na parede, dobre o joelho direito para trás e, com a outra mão, puxe o pé. Mantenha a posição por 20 segundos e repita o exercício 3 vezes em cada perna.

– Estenda a perna em cima de uma cadeira e, com a coluna reta, curve o tronco para frente. Mantenha a posição por 20 segundos e repita o exercício 3 vezes em cada perna.

– Apoie as duas mãos na parede com o tronco inclinado. Estique uma perna para trás e dobre a outra para frente, sem tirar o calcanhar do chão. Incline para frente para alongar a perna esticada. Mantenha a posição por 20 segundos e repita o exercício 3 vezes em cada perna.

Exercícios de distensionamento

– Para distensionar o pescoço, gire a cabeça para o lado como se fosse olhar para trás. Faça isso para os dois lados, sentado, com a coluna reta e os pés apoiados no chão.

– Na mesma posição, incline a cabeça para o lado como se tentasse encostar a orelha no ombro, sem forçar. Faça dos dois lados.

– Depois, ainda sentado, incline a cabeça para frente e para trás.

– Agora em pé, com pernas esticadas e coluna reta, segure a mão esquerda atrás do corpo e puxe, ao mesmo tempo em que inclina a cabeça para a direita. Faça o exercício nos dois braços.

– Na mesma posição, erga o braço, segure-o na altura do cotovelo e puxe em direção ao peito. Mantenha a posição por 10 segundos e repita o exercício no outro braço.

– Ainda em pé e ao lado de uma mesa, apoie um braço no móvel e com o outro pendurado faça movimentos circulares. Faça 5 vezes em cada braço.

– Ainda com um braço apoiado na mesa, mexa o outro braço para frente e para trás. Faça cinco vezes nos dois braços.

Ao sentir muito desconforto deve-se logo procurar um especialista em medicina do trabalho. Ele é mais indicado para realizar o diagnóstico e para aplicar o tratamento, pois conhece o ambiente de trabalho, o modo como a pessoa desempenha a sua função, carga horária, exigências do seu superior e o nível de ansiedade e angústia a que está exposta.

Cuide de si e seja feliz!

 

Carla Simaes
Personal Trainer
Insta @csimaespersonaltrainer