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Quem é o inimigo do bom?

Olá!

Hoje pensava sobre o excesso de crítica vigente em nossa cultura.
A busca por beleza, perfeição e saúde, às vezes chega a absurdos sufocantes e exagerados.
Todas nós conhecemos o termo “otimizar”, ou seja, chegar o mais perto da perfeição, do ótimo e assim, nunca estamos satisfeitas, nem com a sensação gostosa de completude.
O excesso de crítica traz insegurança, de pequenez, pois se não consigo otimizar o que sou, minha própria exigência e critica, leva-me a tristeza e encolhimento.
Mas quem é que sabe o que pode ser bom ou não para cada um?
Onde está a tal tabela que informa como devo ser, e assim ser aceita e amada? Eu desconheço, mas muita gente por ai diz saber como devemos ser, para assim estar na lista das 10 mais…
Mas pergunto: 10 mais o que????
Mais linda? Amada? Bacana? Aceita por todos???
Como ser aceita e assim ser quem sou, sem medo de ser feliz?
Pois aqui vai:
O maior inimigo do bom, é o ótimo!!!!!!
Se o que sou, quem sou e como sou, estiver sempre sujeito a tirania do ótimo (e o ótimo é pra lá de bom e inalcançável), fico então submetida todo tempo a julgamentos e criticas que me trazem uma enorme insegurança, portanto, vamos amar e nos amar como somos, e talvez alcancemos o bom.
Noto que infelizmente criticas e exigências, são traços familiares transmitidos de geração a geração, até quem sabe, alguém tome consciência e decida parar com esta tortura e aceitar o bom como regra e assim viver e deixar cada um viver tranquilo como é, com suas características pessoais e necessidade intrínsecas.
Desejo que cada um que puder ler o que escrevo, reflita e perceba se é escravo do ótimo e liberte-se desta tirania, pois o bom, já está de bom tamanho.

Sejam felizes!

Beijos e até a próxima!

Miriam Halpern
Psicologa e psicanalista
mhalperng@gmail.com

É melhor ser feliz do que ter razão!

Olá Bellas!

Muitas vezes passamos horas, dias, pensando em como expressar um fato.

Na internet, em blogs ou Facebook, há momentos, onde expressar uma ideia, ou franqueza, como se estivéssemos conversando particularmente com alguém querido e compreensivo, pode ser uma armadilha sem volta.

Cada um entende e dá a entonação ou interpreta o fato a sua maneira.

Muitas vezes, esquecemos que muitos leitores, podem conhecer o conhecido ali citado, ou mesmo o autor do texto ou comentário.

Quando escrevo, por exemplo, procuro fazer de uma forma onde o que digo e decido escrever aqui, seja pessoal ou não, esteja coberto de cuidados, tendo sempre presente o conhecimento que não sei quem vai ler, como vai ler e como irá entender o que escrevo. E mesmo assim, sei que estou correndo risco!

Mas mesmo assim, decido aventurar-me neste enorme mundo da internet, e quem sabe possa fazer sentido para alguém minhas reflexões lançadas aqui neste espaço.

Conversando com uma amiga que dizia ficar assustada com a mostra de intimidades e expressões de ideias impróprias, disse-me ter vontade de responder e assinalar este tipo de colocação  indevida, mas que ao invés disso, não querendo se aborrecer, conclui sua fala com a frase que da titulo a este texto:

Decidiu que é “Melhor ser Feliz do que ter Razão”

Concordo que muitas vezes não vale a pena ter razão, ou melhor, será que temos que provar que temos razão? Quem se importa!?

E assim, seguimos felizes (ou não), tomando decisões (ou não), seguindo a vida, cada um fazendo suas escolhas. Com seus devidos riscos!

Até a próxima!

Miriam Halpern
Psicologa e Psicanalista
mhalperng@gmail.com